A Justiça de Minas Gerais deu um passo importante no caso do personal trainer investigado por aplicar golpes financeiros em clientes em Belo Horizonte. A juíza Paula Murça Machado Rocha Moura, da 6ª Vara Criminal da Comarca da Capital, aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou o profissional réu no processo.
Modus Operandi do Golpe
Segundo a investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o personal trainer, identificado como Vinícius Araújo Antunes, de 36 anos, induzia as vítimas a erro. Ele alegava falhas em pagamentos realizados por cartão de crédito.
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Com essa justificativa, o acusado convencia os clientes a efetuarem novas cobranças pelos serviços que já haviam sido quitados. A promessa era de que as transações anteriores seriam canceladas ou estornadas, o que, na prática, nunca acontecia.
Prejuízo e Vítimas em BH
Em alguns casos, as vítimas chegaram a pagar até três vezes pelo mesmo pacote de serviços. Ao menos nove pessoas foram formalmente reconhecidas como prejudicadas pela ação do personal trainer. Ele é acusado de cometer 15 crimes de estelionato entre setembro de 2024 e julho de 2025.
O prejuízo total estimado pela Polícia Civil, considerando todas as vítimas identificadas ao longo da apuração, pode chegar a R$ 500 mil. O profissional atuava em Belo Horizonte e também em Nova Lima, na Região Metropolitana.
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Prisão e Apreensões
Vinícius Araújo Antunes está preso desde 10 de dezembro de 2025, quando foi detido em sua residência no Bairro Nova Suíça, Região Oeste de Belo Horizonte. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão.
Foram apreendidos quatro máquinas de cartão, dois celulares e um tablet na casa do investigado. O recebimento da denúncia pela Justiça dá ao acusado o prazo de 10 dias úteis para apresentar sua defesa.
Investigações e Linha de Apuração
As investigações apontam que o personal trainer oferecia pacotes de treino a preços abaixo do mercado, atraindo assim seus clientes. Além das cobranças indevidas, o acusado também não prestava os serviços contratados, segundo a Polícia Civil.
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Até o momento, 13 vítimas prestaram depoimento, sendo a maioria mulheres jovens, muitas delas médicas. O suspeito também abordava as vítimas por meio de redes sociais, muitas vezes em círculos de amizade próximos.
Entre as vítimas está uma ex-namorada, que teria sido convencida a realizar um empréstimo de aproximadamente R$ 100 mil, valor que não foi quitado. Uma das vítimas relatou que o valor foi cobrado três vezes no cartão de crédito, sob a justificativa de falha na máquina e promessa de cancelamento.
Destino do Dinheiro
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o dinheiro obtido com os golpes teria sido utilizado em jogos eletrônicos e apostas on-line. Não foi identificado um aumento patrimonial significativo compatível com os valores desviados.
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O personal trainer negou os crimes e afirmou estar negociando acordos para ressarcir as vítimas. No entanto, segundo a polícia, nenhum desses acordos foi comprovado até o momento.
Fonte: Informações baseadas em reportagem.