Belo Horizonte se prepara para receber neste domingo (1º de fevereiro) a passeata ‘Justiça por Orelha’. O evento, que tem concentração marcada para as 10h na rua Guajajaras, na entrada da Feira Hippie, no Centro, promete reunir dezenas de pessoas em um ato pacífico.
A mobilização contará com a presença de cartazes, faixas e uma caminhada coletiva pelas ruas da região central da capital. A organização do evento ressalta que a participação é aberta a todos, incluindo animais de estimação, e visa não apenas a cobrança por responsabilização no caso do cão Orelha, mas também a ampliação da conscientização sobre a causa animal e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a proteção dos animais em Belo Horizonte e no país.
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O triste fim do cão Orelha
O cachorro comunitário Orelha, com aproximadamente 10 anos de idade, foi vítima de um brutal espancamento com pauladas na Praia Brava, em Santa Catarina, no dia 4 de janeiro. Quatro adolescentes foram apontados como autores do crime.
A gravidade dos ferimentos levou Orelha a ter que ser submetido à eutanásia no dia seguinte ao ataque, em uma decisão dolorosa para os defensores dos animais.
Investigações em andamento
O caso está sob investigação da Polícia Civil catarinense. Na última quinta-feira (29 de janeiro), celulares de dois adolescentes suspeitos foram apreendidos. Os jovens teriam retornado ao Brasil nesta semana após uma viagem de formatura aos Estados Unidos.
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Adicionalmente, um advogado e dois empresários, que são familiares dos adolescentes envolvidos, foram indiciados pela Polícia Civil sob acusação de coação de testemunhas, indicando a complexidade e as ramificações do caso.
Mobilização nacional e repercussão
A morte de Orelha gerou forte comoção e repercussão nacional, mobilizando ativistas, artistas e influenciadores em todo o país. Diversas passeatas estão confirmadas para este domingo em outras capitais brasileiras, demonstrando a amplitude do sentimento de indignação e a busca por justiça.
A manifestação em Belo Horizonte se insere nesse contexto maior de reivindicação por um tratamento mais justo e humano para os animais, reforçando a importância do debate sobre crueldade e impunidade.
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Fonte: O Tempo