O Papa Francisco, após a tradicional oração do Angelus, dedicou palavras de conforto e proximidade às populações mineiras severamente afetadas pelas intensas chuvas que assolaram o estado. A declaração do líder católico reforça a atenção internacional sobre a catástrofe que atingiu diversas regiões de Minas Gerais, especialmente a Zona da Mata.
Chuvas Históricas Deixam Rastro de Destruição
Fevereiro de 2026 entra para os anais de Minas Gerais como um dos meses mais chuvosos já registrados. Em municípios como Juiz de Fora, o volume pluviométrico ultrapassou os 750 mm, segundo dados da UFJF, provocando deslizamentos de terra e inundações devastadoras. Cidades como Ubá também sofreram com a força da natureza, resultando em um número alarmante de vítimas e desabrigados.
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Impacto em Juiz de Fora e Região
Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa foram os municípios mais castigados, com a decretação de estado de calamidade pública. Outras dez cidades vizinhas encontram-se em estado de emergência. As forças de segurança, incluindo a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, seguem empenhadas nas buscas por desaparecidos, incluindo um menino de 9 anos, e no atendimento a mais de 8 mil pessoas que perderam suas casas.
Igreja Mineira Mobilizada em Ação Social
Diante da adversidade, a Arquidiocese de Juiz de Fora, sob a liderança de Dom Gil Antônio Moreira, instituiu uma comissão dedicada a amparar as famílias atingidas. A iniciativa visa oferecer socorro fraterno e apoio material. Celebrações festivas foram adaptadas e um “Centro de Informações SOS Arquidiocese” foi criado para otimizar o fluxo de doações, com foco em materiais de limpeza e alimentos não perecíveis, direcionados às paróquias locais.
Solidariedade e Fé em Momentos de Crise
Dom Gil Antônio Moreira enfatizou a importância da união e da caridade cristã: “Todas as paróquias são pontos centrais de doação para atender nossos irmãos atingidos por essa calamidade. Se alguém quiser fazer doações, sobretudo de material de limpeza e alimentos não perecíveis, pode levá-las às paróquias.” A Diocese de Leopoldina, por meio de Dom Edson José Oriolo dos Santos, também mobilizou suas comunidades, organizando frentes de trabalho e oferecendo orientação espiritual e apoio.
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A solidariedade mineira se manifesta em diversas frentes, com a Igreja Católica atuando como um importante pilar de apoio às vítimas, demonstrando a força da fé e da comunidade em tempos de provação.
Fonte: Vatican News