Oposição critica desfile em homenagem a Lula e pede inelegibilidade do presidente

Oposição critica desfile em homenagem a Lula e pede inelegibilidade do presidente

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com veemência ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista durante o carnaval do Rio de Janeiro. O Partido Novo anunciou que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de inelegibilidade para o presidente. CONTINUA APÓS O ANÚNCIO O senador Flávio […]

Resumo

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com veemência ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista durante o carnaval do Rio de Janeiro.

O Partido Novo anunciou que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de inelegibilidade para o presidente.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, também criticou o evento, acusando o governo de utilizar verbas públicas para promover uma “campanha antecipada”.

“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo”, declarou Flávio Bolsonaro em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou o desfile como um “crime” e comparou a situação com a condenação de seu pai no TSE, que o tornou inelegível por uma reunião com embaixadores.

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Flávio Bolsonaro argumentou que seu pai foi punido por um encontro que não custou dinheiro público, enquanto o desfile em homenagem a Lula estaria sendo financiado com recursos do contribuinte.

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“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune! Vamos resgatar o nosso Brasil das mãos sujas do PT e devolver ao povo brasileiro!”, afirmou.

Ações no TSE e acusações de propaganda antecipada

O Partido Novo endossou as críticas, rotulando o desfile como “peça de propaganda do regime Lula, financiada com o seu dinheiro”. A legenda confirmou que buscará a inelegibilidade de Lula na Justiça Eleitoral.

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“O que denunciamos ao TSE está se confirmando ao vivo. Assim que o Lula registrar sua candidatura, o Partido Novo ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade. A lei deve ser igual para todos”, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também criticou o desfile, afirmando que a mistura de cultura e política prejudica a primeira e, no caso, configura “grave ilícito eleitoral”.

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“Propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos. Rebaixamento é o mínimo que merece”, disse Portinho, que também criticou a dupla moral em relação à condenação de Bolsonaro.

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“E o problema era o Bolsonaro se encontrar com embaixadores. A interferência nas eleições, agora a de 2026, já começou. Vista grossa para um excesso noutro”, completou.

Ironias e comparações com a Lava Jato

O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) ironizou o desfile, fazendo alusões à operação Lava Jato. Ele classificou o evento como um “deprimente espetáculo de abuso do poder”.

“Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula. Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo governo. A Coreia do Norte não faria melhor”, publicou Moro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o desfile com a reunião de Bolsonaro com embaixadores que resultou em sua inelegibilidade.

“Se esse desfile fosse em 2022, Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inegibilidade (sic) vitalícia”, disse Ferreira.

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também fez uma alusão a Bolsonaro, questionando se o Supremo Tribunal Federal (STF) agiria da mesma forma caso o desfile fosse em homenagem ao ex-presidente.

“Imagina se fosse o contrário, o Bolsonaro como presidente, tendo financiado uma escola de samba com dinheiro público, fazendo um carro alegórico com a imagem do Lula preso. O que vocês acham que o STF teria feito?”, questionou.

Michel Temer critica “volta ao passado”

O ex-presidente Michel Temer (MDB) adotou um tom mais ponderado, mas também teceu críticas ao governo Lula.

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Temer afirmou que, embora o samba seja espaço para criatividade, o problema surge quando o “ilusionismo” é aplicado na Esplanada dos Ministérios, promovendo “irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente”.

“É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, disse Temer em nota, em referência à sua gestão e às políticas econômicas atuais.

Fonte: G1

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