A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou efusivamente o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói para a Série Ouro, o segundo escalão do Carnaval carioca. A agremiação, que homenageou o presidente em seu desfile, foi alvo de críticas de políticos da direita, que consideraram a apresentação uma tentativa de propaganda eleitoral antecipada e um desrespeito a valores familiares e religiosos.
Flávio Bolsonaro ironiza e prevê “rebaixamento” de Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi um dos primeiros a comentar o resultado nas redes sociais. Ele compartilhou uma imagem do desfile, que satirizava a “família em conserva”, e escreveu: “Dos projetos de Deus não se zomba. Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT”.
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Bolsonaro e outros políticos de oposição, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), associaram o desempenho da escola de samba à disputa presidencial de 2026.
Carlos Bolsonaro classificou o rebaixamento como uma “derrota humilhante” e acusou a escola de “usar a máquina pública”. Nikolas Ferreira, por sua vez, disse que o resultado mostra Lula “afundando o Brasil”. Já Júlia Zanatta afirmou que “a vida vai imitar a arte” e acusou a escola de cometer crime eleitoral.
Críticas a “propaganda eleitoral” e desrespeito à fé
O desfile da Acadêmicos de Niterói também gerou críticas de parlamentares das frentes evangélica e católica do Congresso. Eles alegaram que a apresentação desrespeitou a fé cristã e anunciaram que acionarão o Judiciário e órgãos de controle.
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O Partido Novo anunciou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Lula, argumentando que houve propaganda eleitoral antecipada. A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ) também se manifestou, afirmando que a escola cometeu “prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”.
O senador Sergio Moro (União-PR) e o senador Rogério Marinho (PL-RN) classificaram o rebaixamento como um “presságio” e uma resposta simbólica à tentativa de transformar o carnaval em palanque.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também ironizou o resultado, dizendo que fica “muito triste com uma notícia dessas”.
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PT minimiza críticas e rebate acusações
Em resposta às críticas, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou as declarações da oposição, classificando como “ridícula” a tentativa de associar a homenagem a Lula a um desgaste político. Ele rebateu as acusações de propaganda eleitoral antecipada e desrespeito religioso.
Fonte: R7