O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (23), no âmbito da Operação Overclean. Um dos endereços investigados é um apartamento de luxo no Edifício Mansão Windberger, localizado no Corredor da Vitória, um dos bairros mais valorizados de Salvador.
O condomínio de alto padrão é conhecido por suas comodidades exclusivas, incluindo píer particular, ancoradouro para barcos, estacionamento para motos aquáticas e um teleférico que conecta os moradores ao mar. O edifício também oferece vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos.
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O valor de imóveis no Mansão Windberger pode ultrapassar os R$ 55 milhões, com unidades que chegam a 993 m².
Entre os vizinhos de Félix Mendonça Júnior no condomínio estão personalidades conhecidas nacionalmente, como o cantor Bell Marques e o jogador de futebol Everton Ribeiro, que atua pelo Bahia.
Operação Overclean investiga desvios e lavagem de dinheiro
A Operação Overclean apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, a organização criminosa investigada teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de contratos fraudulentos e obras superfaturadas.
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A investigação teve início com suspeitas envolvendo emendas destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e evoluiu para a apuração de supostos pagamentos de propina e tráfico de influência para destravar contratos públicos.
Nesta terça-feira, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foi determinado também o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
A operação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
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Defesa do deputado nega irregularidades
Em nota, o deputado Félix Mendonça Júnior afirmou que sua atuação sempre se limitou à apresentação de emendas para garantir recursos federais a municípios baianos.
Ele negou participação em qualquer negociação relacionada à execução dos repasses, e declarou que nunca indicou empresas nem exerceu função de ordenador de despesas.
Outros alvos da operação
Entre os alvos da Operação Overclean está o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Ele é apontado como operador e articulador político do esquema investigado pela Polícia Federal.
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Fonte: g1.globo.com