Novo aciona Erika Hilton no Conselho de Ética por ação contra Ratinho

Novo aciona Erika Hilton no Conselho de Ética por ação contra Ratinho

O partido Novo protocolou neste sábado (14.mar.2026) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), pedindo a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar. A ação do Novo surge como resposta à iniciativa de Hilton de acionar o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) […]

Resumo

O partido Novo protocolou neste sábado (14.mar.2026) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), pedindo a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar.

A ação do Novo surge como resposta à iniciativa de Hilton de acionar o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho, por declarações consideradas transfóbicas em seu programa no SBT.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Erika Hilton acusou o apresentador de crime de transfobia e solicitou ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP paulista que investigasse o caso. O pedido foi aceito, e o MP ajuizou uma ação pública contra Ratinho, na qual a deputada pede uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais, valor que afirmou em suas redes sociais seria destinado à luta contra a transfobia.

Leia também:  Lula avalia troca de avião presidencial após incidentes, mas aliados temem desgaste em ano eleitoral

Acusações do Novo contra Erika Hilton

A representação do Novo, assinada pelo presidente do partido, Eduardo Rodrigo Fernandes Ribeiro, alega que a deputada estaria utilizando seu mandato para perseguir cidadãos que exercem a liberdade de expressão.

“A deputada federal Erika Hilton (Psol/SP), ora representada, tem se utilizado de maneira sistemática, indevida e inconstitucional da tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal para perseguir indistintamente quem se vale do direito fundamental de liberdade de expressão acerca da distinção entre sexo e identidade de gênero, bem como dos desdobramentos desse debate”, afirma o documento.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Segundo o partido, Hilton estaria empregando instrumentos jurídicos e o peso político de seu cargo para intimidar críticos e silenciar opiniões divergentes no debate sobre sexo biológico e identidade de gênero.

Leia também:  Chico Lucas em Brasília: Convite para Secretaria do Ministério da Justiça e Articulações Políticas no Piauí

O Novo considera que essa atuação configura abuso das prerrogativas parlamentares e uso indevido do cargo, configurando uma possível violação ao Código de Ética da Câmara dos Deputados.

Contexto da ação de Hilton contra Ratinho

A polêmica teve início na quarta-feira (11.mar.2026), após Erika Hilton ser eleita a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Ratinho criticou a eleição, afirmando que Hilton “não era mulher, era trans” e que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero, argumentando que ela “não tem útero” e “não menstrua”.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Em resposta às declarações, a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, telefonou para Hilton na quinta-feira (12.mar) e pediu desculpas em nome da emissora.

Leia também:  Governo Lula deve fechar mandato com 22,8 mil novas contratações

No dia seguinte à eleição de Hilton, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou uma mobilização entre deputadas para impedir o funcionamento da comissão.

O Poder360 tentou contato com a assessoria da deputada Erika Hilton no sábado (14.mar.2026), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Fonte: {{fonte_original}}

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!