Uma operação policial resultou no resgate de uma mulher de 48 anos que era mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro. O caso ocorreu no bairro Durval de Barros, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde deste domingo (15).
Resgate Inusitado
Para acessar o quarto onde a vítima estava trancada, uma militar do 25º Batalhão da Polícia Militar precisou de uma manobra ousada: adentrar o imóvel vizinho e subir no telhado. De lá, ela conseguiu alcançar a janela do cômodo e libertar a mulher.
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Histórico de Violência e Controle
Em depoimento preliminar, a vítima relatou ser constantemente submetida a violência psicológica. Em 2023, ela já havia buscado proteção judicial, solicitando uma medida protetiva contra o agressor. O homem também a forçava a usar substâncias entorpecentes, com o objetivo de mantê-la sob seu controle e isolada.
Estado de Vulnerabilidade
A policial responsável pelo resgate descreveu a situação da mulher como de “extrema vulnerabilidade”. Devido ao abalo emocional e físico, a vítima não conseguiu fornecer detalhes completos sobre o ocorrido no momento do resgate, mas seu estado indicava o grave quadro de maus-tratos.
Atendimento e Busca pelo Agressor
Após ser retirada do cativeiro, a mulher foi imediatamente encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité para receber os cuidados médicos necessários. As forças policiais seguem em diligências para localizar e prender o companheiro, que não estava no imóvel no momento da ação.
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A violência doméstica é uma realidade preocupante em Minas Gerais, com diversas cidades da Região Metropolitana de BH e do interior do estado registrando casos. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) atua em diversas frentes para combater esse crime, através de operações como esta e programas de prevenção e conscientização.
A busca pelo suspeito continua, e a Polícia Civil deverá investigar o caso a fundo, reunindo provas e ouvindo testemunhas para garantir a punição do agressor e oferecer suporte à vítima. Casos como este reforçam a importância de canais de denúncia e do apoio a mulheres em situação de risco.
Fonte: Itatiaia
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