A morte de Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como ‘Sicário’ e braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, foi oficialmente confirmada na noite desta sexta-feira (06) em um hospital de Belo Horizonte. Mourão teve morte encefálica constatada após ter sido internado na quarta-feira (04), em decorrência de uma tentativa de suicídio em uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.
Segundo informações da defesa, o óbito foi declarado às 18h55, após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia. O corpo do ‘Sicário’ será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital mineira para os procedimentos legais, mas ainda não há detalhes sobre o velório.
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Tentativa de suicídio na PF
Mourão atentou contra a própria vida na tarde de quarta-feira (04), enquanto estava detido na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, na região Centro-Sul. Ele teria tentado se enforcar utilizando a própria camisa dentro da cela.
Agentes da PF agiram rapidamente, prestando os primeiros socorros e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mourão foi levado às pressas para o Hospital João XXIII, um dos principais hospitais de emergência da capital, mas não resistiu e veio a falecer.
Inicialmente, a Polícia Federal em Minas Gerais não confirmou a morte, informando que aguardaria atualizações da equipe médica. A comunicação oficial veio apenas após a constatação do óbito e a conclusão dos protocolos médicos.
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O papel do ‘Sicário’ na organização
Luiz Phillipi Machado Mourão, o ‘Sicário’, era apontado pela Polícia Federal como o responsável pela coordenação operacional do núcleo de intimidação da organização criminosa liderada por Daniel Vorcaro. O apelido, segundo as investigações, remete à sua função de executor de ordens e ameaças.
Ele teria recebido uma mensalidade de R$ 1 milhão de Vorcaro para cumprir determinações, que incluíam vigilância, coleta de informações e acompanhamento de adversários do grupo. Jornalistas, ex-funcionários e críticos de Daniel Vorcaro eram alvos frequentes de suas ações.
As investigações da Operação Compliance Zero revelaram que Mourão orquestrava intimidações, como a ameaça a um jornalista e ordens para agredir pessoas específicas, como sua empregada e um chefe de cozinha. Ele também atuava na remoção de conteúdos online e derrubada de perfis em redes sociais, utilizando comunicações que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos.
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Prisão e operação
A prisão de Mourão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e seus associados. A operação tem como objetivo desarticular uma complexa organização criminosa com atuação em diversas frentes.
A morte do ‘Sicário’ representa um desdobramento impactante para as investigações, levantando questões sobre o futuro da operação e a continuidade das apurações sobre o esquema criminoso.
Fonte: R7
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