A cena gastronômica e boêmia de Belo Horizonte amanheceu mais triste nesta terça-feira (2) com a notícia da morte do chef José Maria Rocha, popularmente conhecido como “Bolão”. Aos 76 anos, o criador do famoso espaguete que se tornou um símbolo afetivo da capital mineira faleceu em decorrência de complicações da diabetes.
Uma vida dedicada à culinária e à boemia belo-horizontina
Bolão estava internado em um hospital no bairro Santa Efigênia, na capital mineira, onde lutava contra a doença. A diabetes avançada o levou a amputar as duas pernas e causou a perda parcial de sua visão, mas não diminuiu o legado que construiu ao longo de décadas.
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O chef se tornou uma figura emblemática na cidade, não apenas pelo seu prato de espaguete, mas também por ser o proprietário de um dos bares mais queridos e frequentados de Belo Horizonte. O local era um ponto de encontro para diferentes gerações.
Espaguete de Bolão: Mais que um prato, um símbolo afetivo
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) lamentou profundamente a perda, destacando a importância de Bolão para a cultura local. Em nota oficial, a entidade ressaltou como o chef elevou um prato simples a um ícone da cidade.
“Ele transformou um prato simples em símbolo afetivo da cidade. Seu talento e sua generosidade deram vida a um espaço que, por décadas, se tornou ponto de encontro, convivência e celebração da cultura mineira”, declarou a Abrasel-MG em suas redes sociais.
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Legado que transcende o paladar
O espaguete de Bolão não era apenas uma refeição, mas uma experiência que reunia amigos e famílias, consolidando-se como parte da identidade de Belo Horizonte. O bar do chef era um reduto da boemia, onde a boa comida se misturava à alegria e à conversa.
A notícia da morte de Bolão repercutiu entre moradores e frequentadores assíduos, que compartilharam memórias e homenagens ao chef que marcou a vida de tantos em Minas Gerais. Seu legado gastronômico e cultural certamente continuará vivo na memória afetiva da capital mineira.