O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a negar autorização para que o senador Magno Malta (PL-ES) visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Academia Nacional de Polícia, conhecida como Papuda, no Distrito Federal.
Esta é a segunda vez que o pedido do parlamentar é negado pela Corte. Em 17 de janeiro, Malta já havia tentado acessar o local, mas foi impedido por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal.
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Na ocasião, os policiais informaram ao senador que a visita ao ex-presidente dependia de autorização expressa do Supremo Tribunal Federal. Malta chegou a questionar se poderia realizar orações no local, mas foi informado que a assistência religiosa já estava especificada e restrita a religiosos previamente autorizados pelo STF.
Assistência religiosa restrita
Os religiosos com permissão para prestar assistência espiritual a Jair Bolsonaro são o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, e o deputado distrital e pastor Thiago Manzoni (PL). A decisão de restringir o acesso a esses nomes visa garantir a ordem e a especificidade das autorizações concedidas pelo tribunal.
Após cerca de 30 minutos de diálogo com os agentes de segurança, o senador Magno Malta deixou o local voluntariamente. A negativa de Moraes reforça o controle rigoroso sobre as visitas e comunicações com o ex-presidente, que está sob custódia em investigações conduzidas pelo STF.
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Contexto das investigações
A prisão de Jair Bolsonaro está ligada a investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e a possível organização de uma minuta que visava reverter o resultado das eleições de 2022. O STF tem atuado para apurar os fatos e garantir a lisura do processo democrático.
O senador Magno Malta é um dos aliados mais próximos do ex-presidente e tem buscado demonstrar apoio em diferentes esferas. A negativa em visitar Bolsonaro na Papuda, no entanto, evidencia os limites impostos pelo Judiciário em casos sob sua jurisdição.
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