Pacientes e acompanhantes do Hospital Metropolitano Odilon Behrens, localizado no bairro São Cristóvão, Região Noroeste de Belo Horizonte, têm expressado profunda insatisfação com as condições de higiene e odor no interior da unidade. A principal queixa reside na presença constante de moradores de rua utilizando os corredores e banheiros do hospital, o que, segundo relatos, compromete o ambiente para quem busca atendimento médico.
Presença Constante e Impacto na Saúde
Vídeos e relatos enviados à imprensa mostram um número significativo de pessoas em situação de rua dormindo nos cômodos da unidade hospitalar. A estudante Raika Alves Botelho, que procurou o hospital com sinusite aguda, relatou ter preferido aguardar atendimento do lado de fora, mesmo sob chuva, devido ao desconforto causado pelo mau cheiro.
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O vendedor Lucas Carvalho Nunes, que trabalha na região há algum tempo, confirma a presença diária de pelo menos dez pessoas em situação de rua no local. Ele atribui a escolha delas pela área à oferta de doações de alimentos e à estrutura coberta, que oferece abrigo em dias de chuva.
Resposta da Prefeitura e Medidas Adotadas
A administração municipal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reconhece que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do hospital opera em regime de porta aberta, permitindo o acesso de qualquer cidadão. Contudo, o Executivo afirma que a diretoria do Odilon Behrens mantém contato com a assistência social para avaliar e encaminhar os indivíduos que não buscam atendimento médico para abrigos.
Em relação às denúncias de limpeza, a Secretaria Municipal de Saúde assegura que as rotinas de higienização, conservação e monitoramento das dependências da unidade são mantidas. No entanto, ressalta que o uso inadequado dos espaços e sanitários por parte de alguns usuários dificulta a manutenção ideal.
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Rede de Acolhimento e Direitos Fundamentais
O município informou que reforçará as orientações para o acesso às unidades de saúde através das equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), que atuam diariamente em todos os turnos. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos dispõe de uma rede de acolhimento institucional para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Esses serviços incluem unidades na região da Lagoinha, que oferecem abrigo noturno e encaminhamento para outros serviços públicos. A prefeitura enfatiza que todas as intervenções respeitam os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal e seguem determinações do Supremo Tribunal Federal (ADPF 976/2023), que veda a remoção forçada e a apreensão de pertences.
A situação expõe um desafio complexo na capital mineira, que envolve a garantia do acesso à saúde e a necessidade de políticas públicas eficazes para o acolhimento e a reintegração social de pessoas em situação de rua, sem comprometer a dignidade e o bem-estar dos demais cidadãos.
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Fonte: Itatiaia