O Ministro dos Transportes, Renan Filho, uma figura proeminente do MDB, expressou ceticismo quanto à capacidade de uma eventual candidatura de Michel Temer à Presidência da República em unir o partido. A declaração contrasta diretamente com a posição defendida pelo presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, que recentemente manifestou apoio à possível candidatura do ex-presidente.
Em conversa com a imprensa, Renan Filho ressaltou o perfil multifacetado e, por vezes, fragmentado do MDB. “O MDB hoje tem dificuldade de se unir, seja qual for a candidatura. É difícil unir o partido nesse momento, sobretudo uma candidatura que não está [oficialmente] colocada”, afirmou, referindo-se a Temer.
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O ministro detalhou que, apesar dos desafios de coesão, o MDB possui um processo democrático para a tomada de decisões. “É complexo unir o partido. Mas, diferentemente de outros partidos, o MDB fará convenção partidária e tomará a decisão democraticamente, enquanto outras legendas tomam a decisão com base em uma escolha do presidente partidário”, concluiu.
Renan Filho, cotado anteriormente para compor como vice na chapa presidencial de Lula, negou ter sido procurado para discutir tal possibilidade. Ele reiterou que seu foco atual é a disputa pelo Governo de Alagoas, estado que administrou entre janeiro de 2015 e abril de 2022.
A divergência entre Renan Filho e Baleia Rossi expõe as diferentes correntes internas do MDB em relação a estratégias eleitorais futuras. Enquanto alguns líderes veem em Michel Temer um nome capaz de aglutinar forças, outros, como o Ministro dos Transportes, apontam para as dificuldades intrínsecas de unificação dentro do partido, independentemente do nome que venha a ser lançado.
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O MDB, historicamente conhecido por sua capacidade de articulação e negociação, enfrenta o desafio de definir um projeto nacional coeso para as próximas eleições. A posição de Renan Filho sugere que a legenda precisará de um amplo debate interno para superar divisões e apresentar uma candidatura que dialogue com as diversas alas do partido.
A convenção partidária mencionada pelo ministro será o palco onde essas diferentes visões se confrontarão. A decisão final sobre candidaturas presidenciais ou o apoio a outros nomes dependerá da capacidade de consenso que a legenda conseguir construir.
Fonte: g1.globo.com
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