Uma grave complicação de saúde acendeu o alerta em Belo Horizonte. Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, está internada em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas, na região Centro-Sul da capital mineira, após desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré. O motivo apontado é o uso de uma caneta emagrecedora de origem paraguaia, adquirida e utilizada sem prescrição médica.
Complicações neurológicas e intoxicação em BH
Segundo relatos de familiares, Kellen deu entrada na unidade hospitalar com fortes dores abdominais. No entanto, seu quadro de saúde evoluiu rapidamente, apresentando um quadro neurológico preocupante. A auxiliar administrativa teve comprometimento da musculatura, dos movimentos corporais, da fala e do funcionamento de órgãos vitais. Durante a internação, o aparecimento de urina avermelhada e fraqueza muscular generalizada intensificaram o receio de uma intoxicação grave.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
O que é a Síndrome de Guillain-Barré?
A Síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio autoimune sério, conforme descrito pelo Ministério da Saúde. Nessa condição, o próprio sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico, afetando os nervos responsáveis pela comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Geralmente, a doença é desencadeada por um processo infeccioso prévio e se manifesta com fraqueza muscular progressiva e perda ou redução de reflexos.
Anvisa age e proíbe canetas emagrecedoras ilegais
Diante do caso divulgado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou medidas drásticas. Na terça-feira (21), a agência determinou a apreensão e a proibição imediata da fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso da tirzepatida, associada às marcas Synedica e TG. Essas substâncias, conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”, estavam sendo vendidas e anunciadas no Brasil sem qualquer tipo de registro sanitário.
A resolução publicada no Diário Oficial da União estendeu a proibição para a substância retatrutida, de todas as marcas. A Anvisa alerta que produtos sem registro sanitário não oferecem garantias sobre sua procedência, composição, dosagem ou eficácia. Há um risco real de que os usuários estejam administrando substâncias diferentes das informadas nos rótulos, o que pode levar a graves efeitos colaterais e quadros de intoxicação, como o observado em Belo Horizonte.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Medicamentos para emagrecimento autorizados em Minas e no Brasil
Atualmente, apenas medicamentos à base de semaglutida (como Ozempic e Wegovy), liraglutida (Saxenda, Lirux e Olire) e tirzepatida (Mounjaro e Zepbound) são autorizados para uso no Brasil. Qualquer outro produto comercializado como “caneta emagrecedora” fora dessa lista oficial é considerado irregular e representa um risco à saúde pública. A Vigilância Sanitária municipal em Belo Horizonte é responsável pela fiscalização de estabelecimentos e pela apreensão de produtos irregulares, aplicando multas e podendo interditar locais que desrespeitem a legislação sanitária.
A orientação da Anvisa e das autoridades de saúde é clara: a população deve adquirir medicamentos apenas em farmácias e drogarias regulares e sempre com prescrição médica, evitando o uso indiscriminado de produtos não autorizados, especialmente aqueles com procedência duvidosa e comercializados por meios não oficiais.
Fonte: R7
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO