Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal (PF) e encaminhadas à CPMI do INSS revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria se encontrado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em ao menos duas ocasiões distintas. As conversas, trocadas entre Vorcaro e sua então companheira, Martha Graeff, foram obtidas após a quebra do sigilo telemático do empresário.
Primeira menção em abril de 2025
Em uma das mensagens, datada de abril de 2025, Vorcaro informa a Martha Graeff que está a caminho de um encontro com “Alexandre Moraes” em Campos. A companheira demonstra surpresa com a informação.
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A troca de mensagens:
DV: To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa
Martha Graeff: Como assim amor
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Martha Graeff: Ele está em Campos????
Martha Graeff: Ou foi pra te ver?
DV: Ele ta passando feriado
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Segunda citação dias depois
Cerca de dez dias após a primeira comunicação, Vorcaro menciona novamente o ministro. Em uma conversa por vídeo com Martha Graeff, após desligarem, ela pergunta quem era a outra pessoa presente. Vorcaro responde: “Alexandre Moraes”.
A conversa:
Martha Graeff: Quem era o primeiro cara?
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DV: Alexandre moraes
Martha Graeff: Morri
Martha Graeff: Ele gostou da casa amor!??
Martha Graeff: Tá muito mais astral
DV: Sin
DV: Falou que e bem melhor
DV: E ele adorava apto
Martha Graeff: Falou para te agradar
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Martha Graeff: Que vergonha eu tava de pijama
Terceira referência em agosto de 2025
Em agosto de 2025, há uma terceira menção a “Alexandre”. Vorcaro relata que está na companhia de “Alexandre” e que tem uma reunião posterior com Ciro.
A troca de mensagens:
Martha Graeff: Você está com gente aí? Ou está me ignorando de propósito?
Daniel Vorcaro: Estou sim, acabou chegando Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre. Não deve demorar. Mas se você for dormir eu saio e te chamo.
Contexto da prisão de Vorcaro
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) em uma operação da Polícia Federal. Ele, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes (apelidado de “Sicário”) e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram detidos durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Segundo a PF, “Sicário” atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu. Na quinta-feira (5), a PF informou ter aberto um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.
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