Mendonça determina prorrogação da CPMI do INSS e dá prazo para Alcolumbre

Mendonça determina prorrogação da CPMI do INSS e dá prazo para Alcolumbre

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Congresso Nacional prorrogue os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão do STF visa dar fôlego à CPMI para aprofundar as apurações sobre esquemas criminosos que lesaram os cofres […]

Resumo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Congresso Nacional prorrogue os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A decisão do STF visa dar fôlego à CPMI para aprofundar as apurações sobre esquemas criminosos que lesaram os cofres públicos e aposentados.

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O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), tem um prazo de 48 horas para ler o requerimento de prorrogação dos trabalhos da comissão.

A medida atende a um mandado de segurança impetrado por parlamentares que alegaram omissão por parte da presidência do Congresso.

O pedido de extensão dos trabalhos, que visa aprofundar as investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários, foi protocolado em dezembro do ano passado.

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Caso Alcolumbre não cumpra a determinação dentro do prazo estabelecido, o ministro Mendonça autorizou que a própria presidência da CPMI estenda o funcionamento da comissão.

Essa extensão poderá ocorrer pelo tempo que a minoria parlamentar da comissão entender necessário para a conclusão das investigações.

A decisão se baseia no regimento interno do Senado Federal, que permite tal procedimento em casos de inércia.

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A CPMI do INSS tem sido palco de intensas discussões e apurações sobre métodos utilizados para fraudar o sistema previdenciário, envolvendo desde a concessão indevida de benefícios até a atuação de quadrilhas especializadas.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), informou que seu relatório final está pronto e possui mais de 5.000 páginas.

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A expectativa é que a extensão dos trabalhos permita a análise completa de todas as provas coletadas e a responsabilização dos envolvidos.

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Os trabalhos da comissão estavam previstos para se encerrar no dia 28 deste mês, o que motivou a ação no STF para garantir a continuidade das investigações.

O plenário virtual do STF julgará, entre os dias 3 e 10 de abril, se referenda a decisão monocrática de André Mendonça, consolidando a extensão dos trabalhos da CPMI.

A atuação do STF em casos que envolvem o funcionamento de comissões parlamentares de inquérito reforça o papel do Poder Judiciário como guardião da Constituição e da legalidade dos atos administrativos.

A CPMI do INSS tem sido crucial para expor as fragilidades do sistema e propor medidas para coibir fraudes futuras, protegendo os recursos públicos e a dignidade dos segurados.

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Fonte: R7

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