Megaoperação em MG: Marcos Valério e empresários são alvos de investigação de R$ 215 milhões em fraude fiscal

Megaoperação em MG: Marcos Valério e empresários são alvos de investigação de R$ 215 milhões em fraude fiscal

Uma vasta operação deflagrada nesta terça-feira (data) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG) mira um complexo esquema de sonegação fiscal que, segundo as investigações, desviou R$ 215 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado. O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido por sua participação […]

Resumo

Uma vasta operação deflagrada nesta terça-feira (data) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG) mira um complexo esquema de sonegação fiscal que, segundo as investigações, desviou R$ 215 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado.

O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido por sua participação no escândalo do mensalão, é apontado como integrante do “núcleo executivo” da organização criminosa. A investigação sugere que ele possuía uma “superioridade hierárquica” sobre os demais envolvidos.

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Esquema de Fraudes e Cidades Envolvidas

A Operação Ambiente 186 busca desarticular uma rede de fraudes tributárias que envolvia atacadistas, redes de supermercados e empresas do setor varejista em diversas regiões de Minas Gerais. A ação também investiga crimes como organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A fraude principal, detalhada em decisão sigilosa do juiz Rodrigo Heleno Chaves, da 4ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Comarca de Belo Horizonte, consistia na simulação de operações interestaduais. Empresas fictícias ou de fachada, conhecidas como “noteiras”, eram utilizadas em estados com alíquotas reduzidas de ICMS, como Goiás e Espírito Santo, para burlar o recolhimento do imposto em Minas Gerais.

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Apreensões e Bloqueio de Bens

Durante as buscas realizadas em residências e sedes de empresas, agentes apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos, documentos relevantes para a investigação e veículos de luxo, que teriam sido utilizados para lavar o dinheiro proveniente das atividades ilícitas.

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O juiz autorizou o bloqueio de bens dos investigados no valor total de R$ 476 milhões, como medida para ressarcir os cofres públicos e coibir a continuidade das atividades criminosas.

Principais Investigados e Suas Funções no Esquema

A operação cumpre mandados de busca contra 15 pessoas, incluindo Marcos Valério. As acusações detalhadas pelos investigadores do Cira-MG indicam papéis específicos para cada um:

  • Leonardo Guimarães Resende: Coordenador das fraudes estruturadas e gestor de contas de empresas fictícias.
  • Marcos Valério Fernandes de Souza: Integrante do núcleo executivo da organização criminosa.
  • Pedro Souza de Freitas e Rodrigo José de Freitas: Coordenadores das fraudes, administradores de empresas atacadistas.
  • Wilson Tacchi Júnior: Gerencia contas e é sócio oculto em empresas utilizadas para lavagem de dinheiro.
  • Marco Aurélio Caetano Surette: Proprietário de fato de empresa usada para lavagem de dinheiro e responsável pela antecipação de valores.
  • Afrânio Morcatti Júnior: Atua na lavagem de dinheiro com veículos de luxo e operações com prejuízos simulados.
  • Clélio Luiz da Silva Ferreira: Principal articulador do “Grupo César”, utilizando empresas como “noteiras”.
  • Leandro Nogueira Falcão: Sócio formal de empresa, articulando operações entre grupos.
  • Gustavo Coelho Leite: Diretor de distribuidora, principal responsável pela operacionalização da fraude dentro do grupo.
  • André Luiz Coelho Leite e Fábio Coelho Diniz: Sócios administradores, responsáveis por pagamentos às “noteiras”.
  • Taís Rodrigues de Carvalho: Funcionária de distribuidora, braço operacional das fraudes.
  • Lacy Francisco de Oliveira Júnior: Sócio administrador de empresa com vínculos com o grupo Coelho Diniz.
  • Vânia Gomes da Luz Sardes: Funcionária ciente e participante das fraudes.
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Outros nomes como Ana Cristina Espíndola de Castro Lopes, Gleidson Morais da Silva, Izabela Bicalho dos Passos Dabess, Matheus Ventura Joaquim, Juliana Alves dos Santos Faria, Luiz Alberto Modesto e Luiz Gustavo da Silva Martins também são citados por suas conexões e atuações no esquema, seja como intermediadores, controladores de contas ou operadores financeiros.

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Repercussões e Próximos Passos

A operação representa um duro golpe contra a sonegação fiscal em Minas Gerais e traz à tona novamente o nome de Marcos Valério em investigações de grande vulto. A expectativa é que a continuidade das apurações e a análise do material apreendido possam revelar a extensão completa do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.

O Cira-MG, órgão responsável pela articulação entre Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Fazenda e Advocacia-Geral do Estado, reforça o compromisso com a recuperação de ativos e o combate à criminalidade em Minas Gerais.

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