MDB de SP e outros estados resistem a alianças com PT; siglas rivais buscam fortalecer bases

MDB de SP e outros estados resistem a alianças com PT; siglas rivais buscam fortalecer bases

O cenário político brasileiro se agita com movimentos partidários que sinalizam distanciamento de siglas importantes em relação ao PT e ao governo federal, ao mesmo tempo em que outras agremiações buscam fortalecer suas fileiras. Racha no MDB e estratégia para 2030 O diretório do MDB em São Paulo demonstra forte resistência a qualquer tipo de […]

Resumo

O cenário político brasileiro se agita com movimentos partidários que sinalizam distanciamento de siglas importantes em relação ao PT e ao governo federal, ao mesmo tempo em que outras agremiações buscam fortalecer suas fileiras.

Racha no MDB e estratégia para 2030

O diretório do MDB em São Paulo demonstra forte resistência a qualquer tipo de aliança com o PT, optando por permanecer na oposição, mesmo com o partido controlando a prefeitura e contando com um orçamento estadual expressivo. Essa posição se estende a outros estados importantes, como Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás, onde a preferência é por manter distância do presidente Lula e de seus aliados.

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A conversa sobre possíveis alianças, que inicialmente envolvia acenos para tentar manter a ministra Simone Tebet, hoje se mostra inviabilizada em seu estado de origem e com uma possível saída do MDB. A estratégia de longo prazo do MDB parece mirar as eleições de 2030, com o plano de lançar o atual ministro dos Transportes, Renan Filho, como candidato à presidência.

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Feminicídio em alta e críticas ao governo

Um evento promovido pelo presidente Lula no Palácio do Planalto, intitulado “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, em pleno ano eleitoral e com a segurança pública como ponto fraco do governo, foi criticado por mascarar um aumento na taxa de homicídio de mulheres por razão de gênero. Dados apontam que o indicador passou de 1,34 (1.444 casos) em 2022 para 1,39 (1.518 casos) em 2023, uma média de quatro mortes por dia.

As tentativas de feminicídio apresentaram um aumento ainda mais alarmante, com uma elevação de 59,26%. Os registros saltaram de 2.354 em 2022 para 3.749 em 2023. Figuras políticas como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, foram associadas a estados com taxas de feminicídio acima da média nacional.

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Jantar de Lula e ausências notáveis no Congresso

Apenas dois partidos com representação na Câmara dos Deputados não enviaram representantes para um jantar promovido pelo presidente Lula na Granja do Torto: o Novo e o PL. O partido Novo tem buscado atrair a deputada Carol de Toni (PL-SC) para suas fileiras, em meio a disputas por vagas no Senado.

Em âmbito municipal, o processo de impeachment contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), contou com votos de vereadores de partidos como Avante, PP, PSD, Novo e PL. Enquanto isso, o Conselho de Ética da Câmara arquivou uma denúncia contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), acusado de mentir sobre Marcel van Hattem (Novo-RS), com o relatório favorável sendo apresentado por Fernando Rodolfo (PL-PE).

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Movimentações partidárias e troca de legendas

A transferência de Ronaldo Caiado para o PSD foi condicionada à garantia de que o partido não apoiaria Lula no primeiro turno das eleições. Após essa promessa, o governador goiano deixou o União Brasil. Gilberto Kassab, líder do PSD, tem investido na filiação de parlamentares, conseguindo atrair ao menos sete deputados estaduais de São Paulo do PSDB e Cidadania.

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A debandada de deputados estaduais do PSDB para o PSD é vista como um golpe para o partido tucano, que não elegeu nenhum vereador na capital paulista em 2024. Dos oito deputados estaduais, seis foram para o PSD. Em outra frente, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) foi condenada a pagar R$ 30 mil de indenização ao prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) por danos morais durante a campanha de 2024, após acusações de que o prefeito “rouba e não faz”.

Fonte: O Globo

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