Maduro pede apoio brasileiro pela 'soberania' da Venezuela em meio a intensificação de ataques dos EUA no Pacífico

Maduro pede apoio brasileiro pela ‘soberania’ da Venezuela em meio a intensificação de ataques dos EUA no Pacífico

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez um apelo nesta quinta-feira (4) para que o povo brasileiro apoie a soberania de seu país. A declaração foi feita durante um programa de televisão, onde o líder, alternando entre português e espanhol, agradeceu ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por um boné recebido como sinal de […]

Resumo

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez um apelo nesta quinta-feira (4) para que o povo brasileiro apoie a soberania de seu país. A declaração foi feita durante um programa de televisão, onde o líder, alternando entre português e espanhol, agradeceu ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por um boné recebido como sinal de admiração pela organização comunitária socialista de Caracas.

Apelo à unidade e à soberania

Em suas palavras, Maduro enfatizou a importância da união entre os povos brasileiro e venezuelano. “Muito obrigado, Brasil, muito obrigado, MST. A luta continua, a vitória é nossa. Viva a unidade do povo brasileiro, viva a unidade com o povo venezuelano. Povo do Brasil, saiam às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e soberania. Estou lhes dizendo toda a verdade: temos o direito à paz com soberania. Viva o Brasil”, declarou.

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O pedido de Maduro ocorre em um contexto de crescente tensão geopolítica na América Latina e de intensificação das operações militares dos Estados Unidos na região, com foco em combate ao narcotráfico.

EUA intensificam operações antidrogas

A declaração do líder venezuelano coincidiu com o anúncio de um novo ataque realizado por militares dos EUA contra uma embarcação suspeita de envolvimento com tráfico de drogas no Pacífico Leste. Nos últimos meses, Washington tem aumentado a frequência de suas ações contra barcos que operariam perto da costa venezuelana, em uma estratégia que o governo Trump alega ser voltada ao combate ao narcotráfico internacional.

Desde o início dessas operações, os Estados Unidos já realizaram 21 ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando na morte de 83 pessoas. A mobilização militar americana na região é considerável, envolvendo cerca de 15 mil militares, o porta-aviões USS Gerald Ford, além de navios de guerra, jatos e submarinos.

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Críticas e desdobramentos

Nicolás Maduro, que está no poder desde 2013, tem acusado o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, de tentar desestabilizá-lo. Ele afirma que as Forças Armadas e o povo venezuelano resistirão a qualquer tentativa de intervenção.

Internamente, as operações militares americanas têm gerado questionamentos no Congresso dos Estados Unidos sobre a legalidade e a justificativa dessas ações. Recentemente, o governo americano sinalizou a intenção de expandir essas operações para uma fase de ações terrestres contra o narcotráfico.

O aumento da presença militar dos EUA na região e as declarações de Maduro adicionam mais um elemento de complexidade às relações diplomáticas na América Latina, em um cenário já marcado por crises políticas e econômicas em diversos países da região.

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