Fábio Luís Lula da Silva, o primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta um cenário de incertezas e questionamentos. Advogados com trânsito no Partido dos Trabalhadores (PT) relataram à VEJA um aparente impasse envolvendo o empresário.
Embora Fábio Luís tenha assegurado a interlocutores que qualquer valor encontrado em suas contas, após quebra de sigilo bancário e fiscal autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, será de origem lícita, ele não conseguiu explicar como se sustenta na Espanha.
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O empresário se mudou para o país europeu em julho de 2023, apenas dois meses após o escândalo de fraudes no INSS vir à tona. A previsão é que permaneça no exterior até, pelo menos, o próximo ano.
A falta de clareza sobre como ele honra pagamentos básicos, como aluguel, alimentação e impostos locais, tem gerado desconforto e apreensão dentro do PT.
O temor de que um novo escândalo possa atingir a imagem do governo, a poucos meses da disputa eleitoral onde o presidente Lula buscará seu quarto mandato, é palpável na cúpula petista. Informações indicam que o próprio presidente Lula foi alertado, ainda no final do ano passado, sobre o cerco que se fechava contra o filho.
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A oposição ao governo tem capitalizado a decisão do STF de quebrar o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís. O objetivo é vincular o filho do presidente ao escândalo de descontos ilegais a aposentados e pensionistas, que, segundo a Polícia Federal, pode ter envolvido fraudes de até R$ 6 bilhões.
O inquérito sobre o INSS, que tramita no Supremo Tribunal Federal e menciona Fábio Luís, está sob a relatoria do ministro André Mendonça. Recentemente, Mendonça autorizou a inclusão de um informante das investigações no programa de proteção a testemunhas.
O informante, que teria recebido ameaças do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é uma peça-chave. Ele era antigo parceiro de Camilo Antunes.
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Edson Claro, que se apresentou à Polícia Federal, relatou ter ouvido de “Careca” que este pagava R$ 300 mil mensais a Fábio Luís. O motivo alegado seria a obtenção de facilidades junto ao governo.
O presidente Lula, em entrevistas passadas, não desmentiu as suspeitas contra o filho. Ele declarou que, caso Fábio Luís esteja envolvido, “vai pagar o preço”, pois “a lei é para todos”.
Fonte: VEJA
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