Lula nega conhecimento sobre investigação envolvendo Lulinha e escândalo no INSS

Lula nega conhecimento sobre investigação envolvendo Lulinha e escândalo no INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, “será investigado” no contexto do escândalo envolvendo desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração surge em meio a alegações de que o governo atuou para blindar Lulinha e outros suspeitos de […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, “será investigado” no contexto do escândalo envolvendo desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração surge em meio a alegações de que o governo atuou para blindar Lulinha e outros suspeitos de serem convocados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Correios, que apura irregularidades em contratos e pagamentos feitos pelo INSS.

Documentos e depoimentos obtidos pela investigação da Polícia Federal (PF) apontam para uma rede de pagamentos que teria beneficiado Lulinha. Segundo relatos, uma empresa de consultoria, a RL Consultoria e Intermediações Ltda., operada por Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, teria sido utilizada para repassar valores. Em justificativas internas, o repasse era descrito como “para o filho do rapaz”.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  MPF intima ex-policial Bacellar para depor sobre vazamento em operação; Moraes precisa autorizar deslocamento

Edson Claro, ex-braço direito de um dos principais investigados, conhecido como “Careca do INSS”, detalhou à PF que Lulinha possuía um esquema de pagamentos mensais, estimado em R$ 300 mil, como parte de suas atividades dentro do esquema criminoso. A PF sustenta que a operação contava com apoio político, citando o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como exemplo.

Amiga de Lulinha sob investigação

Roberta Luchsinger, apontada pela PF como integrante do núcleo político da organização criminosa, teve seu nome associado à operação. Em 2018, Luchsinger concorreu a deputada estadual por São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), obtendo a suplência com 14.134 votos. Sua campanha recebeu doações de Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência Social nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Assim como Lulinha e Frei Chico, irmão de Lula, Roberta Luchsinger também escapou de ser convocada para depor na CPMI após intervenção do governo. No entanto, perante a Polícia Federal, sua situação é distinta: ela está proibida de deixar o país e, após a operação deflagrada, deverá usar tornozeleira eletrônica.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Alexandre de Moraes determina perícia médica federal em Augusto Heleno após contradições sobre saúde

Blindagem na CPMI e outras frentes

A atuação do governo na CPMI tem sido criticada por tentar impedir a convocação de Lulinha e outros investigados. A oposição alega que a blindagem configura cumplicidade criminosa, especialmente quando o foco da investigação são desvios de recursos destinados a aposentados e pensionistas.

Em outras frentes políticas, o ex-presidente Jair Bolsonaro também se encontra sob investigação. A PF levou dois anos e meio para analisar objetos encontrados em cofres no Palácio da Alvorada, decisão que foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No Congresso, o governo enfrenta desafios em diversas frentes. A tentativa de criar a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é vista por críticos como uma forma de expandir cargos de confiança. Paralelamente, o PSDB, por meio de seu presidente Aécio Neves, rebateu críticas de Lula a Fernando Henrique Cardoso e José Serra, acusando o PT de desonestidade com os fatos históricos.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Renúncia de Zambelli é vista pela esquerda como manobra para evitar inelegibilidade

Uma votação inesperada sobre a liberação de bingos e cassinos no Senado foi rejeitada, com o senador Eduardo Girão (Novo-CE) atribuindo a manobra ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

No cenário eleitoral, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, alterou seu domicílio eleitoral para São José, Santa Catarina, onde pretende disputar uma vaga no Senado. A mudança ocorre após seu mandato como vereador no Rio de Janeiro.

Fonte: {{fonte_original_detectada}}

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!