O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A transmissão, com duração de 6 minutos, está marcada para este sábado (7 de março de 2026), às 20h30, e foi gravada no Palácio da Alvorada. O discurso será exibido simultaneamente por emissoras abertas de rádio e televisão.
A iniciativa ganha destaque em um ano eleitoral, uma vez que as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, totalizando mais de 81,8 milhões de eleitores. Este contingente é considerado decisivo nas disputas presidenciais, o que explica a estratégia do governo em reforçar a centralidade do público feminino em sua agenda e discurso.
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Histórico de Pronunciamentos Presidenciais em 8 de Março
Diferentemente de anos anteriores, Lula não discursou em cadeia nacional pelo 8 de março em suas gestões anteriores. Em 2023, a ministra Cida Gonçalves, da Pasta das Mulheres, foi a responsável pela transmissão oficial. No ano seguinte, em 2024, o presidente participou de um almoço alusivo à data, mas sem rede nacional. Em 2025, Lula esteve presente em uma cerimônia sobre reforma agrária, também sem o uso de uma transmissão em cadeia.
Foco no Combate à Violência Contra a Mulher
Desde o início do ano eleitoral, o governo Lula tem intensificado o discurso sobre direitos das mulheres e o combate à violência de gênero. Um marco importante foi o lançamento, em 4 de fevereiro, do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa, coordenada pela primeira-dama Janja da Silva, envolve compromissos articulados entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Ações Prioritárias do Pacto
O pacto estabelece 14 ações prioritárias voltadas para a proteção e o apoio às mulheres. Entre as medidas previstas estão a ampliação da rede de atendimento com a criação de novas Casas da Mulher Brasileira e a oferta de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos ao longo de 2026. Essas ações visam fortalecer o compromisso institucional do governo federal na garantia da segurança e dos direitos das mulheres em todo o país.
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Fonte: g1.globo.com