O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) direcionou críticas contundentes ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), nesta sexta-feira (27.fev.2026), acusando o governo estadual de inércia na aplicação de R$ 3,5 bilhões em obras de prevenção de desastres naturais.
Os recursos, disponibilizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, seriam destinados a ações para mitigar os impactos de chuvas intensas, um problema que tem assolado o estado.
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Críticas em Conferência Nacional
A declaração ocorreu durante seu discurso na 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília. Lula classificou a situação como um “descaso histórico” com a população mais vulnerável do país.
“Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre deste país”, afirmou o presidente.
O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), corroborou as críticas, informando que o governo de Minas Gerais não apresentou projetos para acessar a verba federal destinada à prevenção.
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Deslizamentos e Tragédia em Minas
As cobranças de Lula surgem em um momento de profunda comoção em Minas Gerais, após as fortes chuvas que devastaram a região da Zona da Mata. Até a manhã desta sexta-feira, o Corpo de Bombeiros confirmava 62 mortes.
Juiz de Fora foi a cidade mais atingida, com 56 vítimas fatais. Ubá registrou 6 mortos.
Os temporais provocaram deslizamentos, soterramentos e desabamentos, levando equipes de resgate a atenderem 83 chamados relacionados a soterramentos e a salvarem 239 pessoas com vida.
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Impacto e Atendimento às Vítimas
Em Juiz de Fora, 21 pacientes continuavam internados, e as unidades de saúde do município registraram 44 atendimentos desde segunda-feira (24.fev).
Até a tarde de quinta-feira (26.fev), 50 corpos já haviam sido identificados e liberados para as famílias na cidade. Em Ubá, todos os 6 corpos encontrados foram identificados e liberados pela perícia da Polícia Civil.
Lula, ao vincular os deslizamentos ao descaso, ressaltou a importância de planejamento urbano e prevenção.
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“É um descaso porque um prefeito pode saber de antemão que uma determinada área não pode ser ocupada porque não garante condições das pessoas morarem por conta disso. Porque pode haver deslizamento, porque pode haver enchente”, disse.
Fonte: g1.globo.com