O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste domingo (15) o que chamou de uso de hospitais federais como “peça de troca” eleitoral, em discurso durante a inauguração do Centro de Emergência 24 horas para crianças e adultos do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
A unidade receberá, em parceria com a prefeitura do Rio, um investimento de R$ 600 milhões para sua manutenção. Lula afirmou que a reabertura de alas do hospital representa a execução de obras que deveriam ter sido feitas anteriormente, sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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“A gente está fazendo aquilo que outros deveriam ter feito e não fizeram”, declarou o petista, reforçando a mensagem de que sua gestão está recuperando estruturas e serviços deteriorados.
Comparativo de Gestões e ‘Destruição da Mentira’
O presidente reiterou que 2026 será o ano de “destruir a mentira” e de contrastar sua administração com as anteriores. Ele citou avanços como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a redução do desemprego, da inflação e da cotação do dólar como exemplos de seu governo ter “encontrado o Brasil consigo mesmo”.
“Esse é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo”, disse Lula.
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Ele também abordou a questão da inflação e dos preços de itens básicos, como carne e café, argumentando que a atual gestão conseguiu controlar os índices.
“Nós vamos fazer é isso, é mostrar, é desafiar, é comparar o que aconteceu nesse país, tá? Portanto, ninguém fala agora, quando a carne sobe R$ 10. A carne subiu, é culpa do Lula. Quanto é que está a carne agora? Quanto é o ovo agora? Quanto é que está o café agora? Quanto é que tá tudo mais barato? Porque a inflação está controlada”, pontuou.
Ministro da Saúde Culpa Família Bolsonaro
Em linha com o discurso presidencial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atribuiu diretamente à família Bolsonaro a responsabilidade pelo “apagão” nos hospitais federais do Rio de Janeiro.
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“A gente vivia um apagão nos hospitais do Rio, e a responsabilidade é de uma família, Bolsonaro”, afirmou Padilha.
O ministro detalhou que a gestão anterior teria sido marcada por controle de contratos e indicações de diretores, além de “força de trabalho insuficiente, contratos fraudados, leitos bloqueados”. Ele também mencionou relatos de trabalhadores que teriam sido coagidos a pagar “pedágio para a milícia para poder trabalhar”.
“A gente não aceita mais ninguém, muito menos uma família, os Bolsonaro, acharem que são donos de uma rede de hospitais. Os hospitais só têm um dono, o povo do Rio de Janeiro”, concluiu Padilha.
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Agenda no Rio
A visita de Lula ao Rio de Janeiro incluiu a cerimônia de inauguração do hospital e, na parte da noite, a participação no camarote da Prefeitura para assistir ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, em sua homenagem. O evento contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, de ministros e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A primeira-dama, Janja da Silva, também estava presente e teria participação em um dos carros alegóricos.
Fonte: G1