Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicam que a resposta ao convite do ex-presidente americano Donald Trump para integrar um novo “Conselho de Paz” focado na Faixa de Gaza deve ser precedida por uma análise criteriosa.
A principal preocupação reside em evitar potenciais constrangimentos diplomáticos e em compreender claramente os objetivos e as diretrizes de atuação desse conselho, antes de qualquer manifestação oficial do governo brasileiro.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Atraso na resposta e reuniões estratégicas
O Palácio do Planalto ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre o assunto. A decisão de Lula sobre o convite de Trump, que também incluiu líderes como Javier Milei (Argentina), Recep Erdoğan (Turquia) e Abdel Fattah al-Sisi (Egito), deve ocorrer após uma série de reuniões ministeriais ao longo da próxima semana.
Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve em Assunção, no Paraguai, para a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, um marco nas relações comerciais do bloco.
Composição e objetivos do Conselho de Paz
Anunciado pela Casa Branca na última sexta-feira, o conselho executivo do novo organismo será presidido pelo próprio Trump. Entre os membros anunciados estão figuras como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Em sua rede social, Trump detalhou a proposta, mencionando um plano de 20 pontos e a criação de uma organização internacional com funções ampliadas para gerenciar a transição na região.
A iniciativa surge em um momento de intensa crise humanitária e conflito na Faixa de Gaza, onde o Brasil tem defendido soluções diplomáticas e o respeito ao direito internacional, buscando um papel ativo na busca por uma paz duradoura na região.
Fonte: Estadão
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO