O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido orientações de seus aliados políticos para que evite menções diretas à recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro no último sábado (3), durante o evento em memória aos três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A estratégia visa impedir que o presidente se veja em uma situação delicada, conhecida como “sinuca de bico”, e que o foco do evento, marcado para a próxima quinta-feira (8), permaneça nas questões nacionais.
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Foco em questões internas e defesa da democracia
Fontes próximas ao Palácio do Planalto indicam que a preferência é por um discurso que reforce a defesa da democracia e das instituições brasileiras, além de condenar os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Entre os temas que se espera que Lula aborde estão a tentativa de golpe de Estado, o questionamento da validade das urnas eletrônicas, a resistência em aceitar o resultado das eleições de 2022 e as articulações que visavam prejudicar a posse do presidente e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de atentar contra a vida de autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Cenário internacional: discurso genérico em caso de abordagem
Caso o presidente opte por tecer comentários sobre o cenário internacional, a expectativa é de que suas falas sejam de caráter geral.
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Nesse hipotético cenário, o discurso deverá focar na condenação do uso da violência e no respeito à soberania das nações, sem citar especificamente os envolvidos ou os eventos recentes na Venezuela.
A intenção é manter a unidade e a clareza da mensagem presidencial, evitando polêmicas que possam desviar a atenção do principal objetivo do evento: a reafirmação dos valores democráticos e a memória dos ataques de 2023.
Fonte: R7
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