Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como o ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro, morreu nesta sexta-feira (6/3) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa de Mourão, Robson Lucas da Silva.
Confirmação do óbito
Em nota oficial, o defensor informou que o falecimento foi constatado pela unidade de saúde às 18h55, após a conclusão do protocolo de morte encefálica. O procedimento teve início na manhã desta sexta-feira (6/3), por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Quem era Luiz Phillipi Machado?
Mourão era apontado pelas autoridades como um espião e matador de aluguel a serviço de Daniel Vorcaro. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII desde que foi detido durante a Operação Compliance Zero.
Versões sobre a saúde do investigado
Desde a sua prisão, surgiram informações conflitantes sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado. Na quarta-feira (4/3), quando deu entrada na unidade hospitalar, houve relatos de que ele já estaria com morte encefálica declarada. No entanto, essa versão foi contestada por familiares e pela própria gestão do hospital, que se limitaram a informar que o quadro era gravíssimo. Na ocasião, a Polícia Federal desmentiu o óbito.
Tentativa de suicídio e atuação criminosa
De acordo com a Polícia Federal, Mourão tentou tirar a própria vida na tarde de quarta-feira (4/3), enquanto estava detido na Superintendência da corporação em Belo Horizonte. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital João XXIII. As investigações apontam que ele era o operador central da organização criminosa conhecida como “A Turma”.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Ainda segundo a PF, Luiz Phillipi Machado era o responsável por coordenar grupos de vigilância e monitoramento de adversários do grupo. As investigações indicam que ele utilizava credenciais de terceiros para acessar bases de dados restritas de órgãos públicos, incluindo sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de entidades internacionais. Sua atuação criminosa envolvia a coleta de dados sobre autoridades, jornalistas e críticos, a remoção de conteúdos digitais por meio de expedientes falsamente oficiais e a mobilização de equipes para intimidação e monitoramento presencial.
Fonte: g1.globo.com