Um laudo médico apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) revela um quadro preocupante de distúrbios do sono. O documento, divulgado pela revista Veja, aponta que o ex-presidente parou de respirar 514 vezes durante uma única noite de sono, enquanto cumpre pena em regime fechado.
O exame, conhecido como polissonografia, registrou ainda 470 episódios de apneia obstrutiva, com cada interrupção respiratória variando entre 10 e 25 segundos de duração. Além disso, o laudo indica a ocorrência de roncos com intensidade moderada a alta.
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Esses dados foram anexados pelos advogados de Bolsonaro a um pedido de autorização para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal, à qual o ex-presidente foi submetido recentemente. A defesa utiliza o quadro clínico como argumento para justificar a necessidade de acompanhamento médico contínuo.
Contraste com postura na pandemia
Os números do laudo chamam a atenção pelo seu impacto clínico e pelo contraste com a postura pública de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Naquele período, o ex-presidente foi criticado por minimizar a gravidade da doença e, em ocasiões públicas, chegou a rir e imitar pessoas com dificuldade para respirar.
A revelação surge em um momento delicado para o ex-presidente, que se encontra preso após condenação a mais de 27 anos de reclusão. A sentença foi proferida no processo que investigou a articulação de um plano para desestabilizar a democracia após as eleições presidenciais de 2022.
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Regime de prisão e acompanhamento médico
Bolsonaro está detido nas dependências da Polícia Federal em Brasília, onde sua rotina é estritamente controlada. As visitas são condicionadas à autorização judicial, e qualquer procedimento médico requer aprovação do STF.
A recente cirurgia de hérnia inguinal levou à transferência do ex-presidente para um hospital na capital federal. Segundo a defesa, ainda não há previsão para sua alta, e ele permanecerá internado para observação médica.
O caso reacende o debate sobre as condições de saúde de figuras públicas em regimes de restrição de liberdade e a importância do acompanhamento médico especializado.
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Fonte: Veja