A Justiça de Belo Horizonte determinou a prisão preventiva de Warlley Silva de Paula, de 29 anos, suspeito de ter arremessado um homem no Ribeirão Arrudas, na região central da capital, no último dia 2 de janeiro. A decisão foi tomada em audiência de custódia nesta quarta-feira (7).
Warlley havia obtido liberdade provisória no domingo (4), mas foi recapturado na madrugada de terça-feira (6), menos de 24 horas depois, por tentar furtar a bolsa e o celular de uma idosa, demonstrando reincidência em ações criminosas.
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Argumentos da Defesa e Nova Decisão Judicial
Durante a audiência que concedeu a liberdade provisória, a defesa de Warlley alegou que ele é inimputável devido a transtornos mentais. O juiz Diego Gômez Lourenço, da Secretaria de Audiências de Custódia de BH, acatou os argumentos. No entanto, para manter a liberdade, Warlley deveria cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Contudo, o equipamento de monitoramento eletrônico já havia sido removido pelo suspeito no momento em que tentou cometer o furto contra a idosa, violando as condições impostas pela Justiça. A nova decisão judicial considerou que a prisão preventiva é “medida imprescindível para a garantia da ordem pública”.
Histórico de Liberdade Provisória e Incertezas sobre Imputabilidade
O documento judicial também ressalta que Warlley Silva de Paula já foi beneficiado com liberdade provisória em dez ocasiões anteriores, sendo a última em 4 de janeiro. Foi destacado na decisão a falta de comprovação “inequívoca da semi-imputabilidade ou inimputabilidade penal do autuado, por patologia psiquiátrica ou que fosse incapaz de, em razão dela, compreender o caráter ilícito de sua conduta”.
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O Crime no Ribeirão Arrudas
Warlley foi flagrado por câmeras de segurança empurrando Maurício Santos da Silva, de 50 anos, para dentro do Ribeirão Arrudas, na altura da Avenida Francisco Sá, na região Noroeste de BH. A vítima, que também vivia em situação de rua, assim como o agressor, ainda não foi localizada pelas autoridades.
Segundo informações da Justiça, antes do incidente no rio, Warlley já estava em cumprimento de medida de segurança por crimes de roubo e respondia por furtos e resistência, evidenciando um histórico de delitos na capital mineira.
Fonte: G1
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