A influenciadora e empresária Pollyana Pilar Moraes Moreira, residente em Belo Horizonte, obteve medidas protetivas de urgência após denunciar agressões físicas, psicológicas e ameaças de morte proferidas por seu então namorado. A decisão, amparada pela Lei Maria da Penha, foi publicada neste domingo (4) pela Justiça de Minas Gerais.
Relato de Violência e Controle
O relacionamento, que durou cerca de cinco meses, foi marcado por um comportamento controlador por parte do agressor. Segundo o relato da vítima, ele monitorava suas mensagens, redes sociais e localização em tempo real, além de ter acesso a dados pessoais e senhas bancárias. Embora não residissem juntos, ambos moram no mesmo prédio na região Centro-Sul da capital mineira.
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Agressão Detalhada
No dia 1º de janeiro de 2026, após retornarem de uma festa, o agressor teria iniciado uma série de agressões no apartamento de Pollyana. O boletim de ocorrência detalha tentativas de relação sexual sem consentimento, agressões físicas com chutes e arremesso contra móveis, resultando em lesões nos braços, punhos, pernas e região lombar. O vestido da vítima também foi rasgado.
Ameaças e Tentativa de Fuga
Além das agressões, a influenciadora relatou ter sofrido ameaças de morte, direcionadas a ela e a seus familiares. Ao tentar fugir do local, foi impedida pelo agressor, conseguindo se abrigar parcialmente com o auxílio do porteiro do edifício. A Polícia Militar foi acionada e a vítima recebeu atendimento médico no Hospital Vila da Serra.
Decisão Judicial e Implicações
A juíza responsável pelo caso ressaltou a importância da palavra da vítima em casos de violência doméstica, dada a natureza privada das ocorrências. Com base nos indícios apresentados, foram decretadas as medidas protetivas. O agressor está proibido de se aproximar da influenciadora a menos de 200 metros e de qualquer forma de contato, seja por telefone, mensagem ou redes sociais, exceto por meio de advogados. O descumprimento da ordem judicial pode acarretar prisão preventiva ou monitoramento eletrônico.
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Investigação em Andamento
A vítima foi orientada a manter seus dados atualizados junto ao Judiciário e informada sobre os serviços de apoio da Defensoria Pública Especializada na Defesa dos Direitos das Mulheres em Situação de Violência. O Ministério Público também foi notificado da decisão. O caso segue sob investigação policial para apurar todos os fatos.
Fonte: R7