O empresário brasileiro Joesley Batista, dono da JBS, teria desempenhado um papel como interlocutor informal em tentativas do governo dos Estados Unidos de negociar uma saída pacífica para o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A informação foi divulgada pelo jornal americano The Washington Post, que detalha como Batista teria proposto a Maduro a possibilidade de exílio na Turquia.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A oferta, no entanto, teria sido rejeitada pelo líder venezuelano antes de uma intervenção militar dos EUA que culminou em sua captura, segundo a publicação.
Alternativas diplomáticas antes da ação militar
A administração do então presidente americano Donald Trump buscava alternativas diplomáticas para a saída de Maduro do poder, explorando vias que não envolvessem necessariamente uma ação militar direta.
Nesse contexto, Joesley Batista teria atuado como um mediador não oficial, com a missão de persuadir Maduro a renunciar voluntariamente.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A Casa Branca, segundo o jornal, priorizava uma resolução pacífica para a crise venezuelana, e as tentativas diplomáticas formais não obtiveram sucesso, abrindo espaço para a atuação de intermediários não oficiais.
Propostas e rejeição
Joesley Batista teria representado os interesses alinhados aos Estados Unidos nas conversas, enquanto Nicolás Maduro teria recusado as propostas apresentadas.
O empresário brasileiro teria visitado Caracas no final de novembro, levando consigo uma oferta que incluía a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio em países como a Turquia.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Condições discutidas
Entre as condições discutidas nas negociações, estavam a exigência de acesso americano a minerais críticos e ao petróleo venezuelano, além de um rompimento com Cuba, aliada histórica da Venezuela.
As tratativas também envolveram o Departamento de Estado americano, que teria definido as diretrizes da Casa Branca para as negociações.
Esgotamento diplomático e ação militar
Donald Trump teria concluído que os esforços diplomáticos se esgotaram após a rejeição das propostas por Maduro e sua esposa. Essa decisão abriu caminho para a ação militar que resultou na captura do presidente venezuelano.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Histórico de intermediação de Batista
O Washington Post também mencionou que Joesley Batista, com interesses comerciais tanto nos EUA quanto na Venezuela, já havia utilizado sua influência global anteriormente.
Ele teria atuado como intermediário em negociações sobre tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros.
O grupo J&F, controlador da JBS e pertencente aos irmãos Batista, foi contatado pelo Poder360, mas afirmou que não comentaria o assunto.
Fonte: Poder360