A primeira-dama Janja Lula da Silva revelou ter sido vítima de assédio em duas ocasiões, mesmo exercendo a função de esposa do presidente da República. Ela destacou a vulnerabilidade que mulheres enfrentam, mesmo com acompanhamento, e ressaltou a necessidade de uma sociedade mais segura.
Durante sua participação no programa “Sem Censura”, Janja enfatizou que a experiência pessoal não a impede de perceber a realidade de outras mulheres. “Se eu, como primeira-dama com uma equipe em torno, já passei por isso, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h”, declarou.
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A primeira-dama optou por não detalhar os episódios de assédio nem confirmar se registrou boletins de ocorrência. Ela argumentou que a decisão de denunciar é pessoal e não deve ser imposta por terceiros.
Defesa do direito de decisão da mulher
Ao ser questionada nos bastidores sobre a formalização das denúncias, Janja foi enfática: “A questão é que não tem que ter assédio. A denúncia é uma decisão muito pessoal de cada mulher.”
Ela reiterou que não admite pressão externa para que formalize queixas. “Nenhum homem sabe a dor, então eu não admito que ninguém coloque o dedo na minha cara, dizendo ‘você não denunciou’. Eu sei o meu momento de falar as coisas e eu sei os meus momentos.”
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Contexto e comparações internacionais
A discussão sobre assédio ganhou relevo com a lembrança do caso da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que foi assediada por um homem em novembro de 2025 durante um evento público.
Janja defendeu a articulação de diferentes frentes para combater o problema. “É necessário que diferentes caminhos [educação, legislação, punição etc.] se encontrem”, afirmou. Segundo ela, a união desses esforços é o caminho para “chegar a uma sociedade em que nós nos sentimos seguras”.
Participantes do debate
O programa contou com a participação de Antonia Pellegrino, diretora de conteúdo e programação da EBC, Daniela Grelin, diretora executiva da No More Foundation, e o debatedor Muka.
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Remuneração da apresentadora
O programa “Sem Censura”, apresentado por Cissa Guimarães na TV Brasil, teve um aumento na remuneração da apresentadora em 2025. O valor mensal passou de R$ 70.000 para R$ 100.000.
A EBC justificou o reajuste pela ampliação das atribuições de Guimarães, que além de apresentar o programa diário, passou a realizar gravações de edições especiais em outras cidades e a produzir conteúdo para redes sociais.
O contrato com a produtora do “Sem Censura” também teve um aumento, passando de R$ 4.991.570,25 em 2024 para R$ 6,2 milhões em 2025.
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Fonte: G1