Jacarta Supera Tóquio e Assume o Pódio como Maior Metrópole Global com Quase 42 Milhões de Habitantes

Jacarta Supera Tóquio e Assume o Pódio como Maior Metrópole Global com Quase 42 Milhões de Habitantes

Jacarta, a vibrante e cada vez mais extensa capital da Indonésia, foi oficialmente reconhecida como a maior aglomeração urbana do planeta, ultrapassando a tradicionalmente poderosa Tóquio. A mudança, impulsionada por uma atualização na metodologia de avaliação da ONU, considera agora áreas metropolitanas mais amplas, englobando cidades satélites e expandindo significativamente o perímetro considerado. Uma Nova […]

Resumo

Jacarta, a vibrante e cada vez mais extensa capital da Indonésia, foi oficialmente reconhecida como a maior aglomeração urbana do planeta, ultrapassando a tradicionalmente poderosa Tóquio. A mudança, impulsionada por uma atualização na metodologia de avaliação da ONU, considera agora áreas metropolitanas mais amplas, englobando cidades satélites e expandindo significativamente o perímetro considerado.

Uma Nova Definição para Megacidades

A reclassificação, divulgada no mês passado, elevou a população estimada de Jacarta para impressionantes 42 milhões de residentes. Essa nova contagem vai muito além dos 11 milhões de habitantes registrados oficialmente pela Indonésia para a cidade em si, incorporando áreas vizinhas como Bogor. Essa expansão reflete a realidade de milhões de pessoas, como Alfiyan Elfatah, que dedicam horas diárias ao deslocamento entre suas residências em periferias distantes e seus locais de trabalho no coração da capital.

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A metodologia revisada da ONU também impulsionou Dhaka, capital de Bangladesh, para a segunda posição, com 36,6 milhões de habitantes. O ranking atualizado evidencia a crescente proeminência das cidades asiáticas no cenário global, com a Ásia abrigando aproximadamente metade das 33 megacidades do mundo, definidas como áreas urbanas com mais de 10 milhões de pessoas.

Desafios Urbanos e a Busca por Soluções

A nova classificação, embora não seja o foco principal para o governo de Jacarta, serve como um importante alerta. Especialistas em planejamento urbano indonésios, como Azis Muslim da Universidade da Indonésia, veem a posição de destaque como um chamado para enfrentar seriamente os problemas crônicos da cidade. Congestionamento severo, poluição e um afundamento do solo que chega a 20 cm anualmente são apenas alguns dos desafios.

O governador de Jacarta, Pramono Anung, reconhece a magnitude da tarefa. Ele planeja realocar 30% do orçamento da cidade, estimado em US$ 4,9 bilhões para o próximo ano, para a melhoria do transporte público e da infraestrutura. A meta é atender aos 3,5 a 4 milhões de pessoas que se deslocam diariamente para a capital.

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A Nova Capital e o Futuro de Jacarta

A Indonésia já havia anunciado planos ambiciosos para aliviar a pressão sobre Jacarta com a construção de uma nova capital, Nusantara, na ilha de Bornéu, com um custo estimado de US$ 30 bilhões. No entanto, a iniciativa, iniciada sob o governo de Joko Widodo, parece ter sido preterida pelo atual presidente, Prabowo Subianto, que prioriza programas de bem-estar social e reduziu o financiamento para o projeto. Essa mudança de foco pode prolongar a dependência e os desafios enfrentados por Jacarta.

Apesar dos obstáculos, Jacarta continua sendo o motor econômico e financeiro do Sudeste Asiático, respondendo por cerca de 16,7% do PIB da Indonésia no ano passado. A cidade é vista por muitos, como o governador Pramono, como um lugar de oportunidades e esperança, atraindo milhões de indonésios em busca de um futuro melhor, mesmo que isso signifique longas e árduas jornadas diárias.

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A expansão urbana contínua, com pessoas como Cici, de 27 anos, enfrentando viagens de duas horas para encontrar empregos que não estão disponíveis em suas cidades natais, e a dificuldade de acesso à moradia devido aos altos preços, destacam a complexidade do crescimento desenfreado. A comparação com metrópoles como Tóquio e Xangai, com suas extensas redes de transporte público, ressalta a necessidade de Jacarta e suas cidades vizinhas se desenvolverem como um sistema integrado para garantir acessibilidade e qualidade de vida.

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Fonte: Adaptado de Alfiyan Elfatah

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