Iván Mordisco: Quem é o líder dissidente das Farc que desafia o governo colombiano e é comparado a Pablo Escobar

Iván Mordisco: Quem é o líder dissidente das Farc que desafia o governo colombiano e é comparado a Pablo Escobar

Iván Mordisco, um nome que ecoa temor na Colômbia, emergiu como o criminoso mais procurado do país e uma figura central na atual crise de segurança. Apontado como sucessor de Pablo Escobar, o líder dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tem orquestrado uma série de ataques violentos, intensificando a instabilidade política e social […]

Resumo

Iván Mordisco, um nome que ecoa temor na Colômbia, emergiu como o criminoso mais procurado do país e uma figura central na atual crise de segurança. Apontado como sucessor de Pablo Escobar, o líder dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tem orquestrado uma série de ataques violentos, intensificando a instabilidade política e social em um momento crítico para a nação.

O Legado Dissidente das Farc

Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio, é um ex-comandante das Farc que optou por permanecer na clandestinidade após o acordo de paz de 2016, que desarmou a guerrilha e a transformou em partido político. Ele se recusou a assinar o pacto, argumentando que ele prejudicaria os combatentes de base e beneficiaria apenas a liderança.

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Desde então, ele fundou e lidera o Estado-Maior Central (EMC), o maior grupo dissidente das Farc, composto por cerca de 3.200 combatentes. Financiado por atividades ilícitas como o tráfico de cocaína, mineração ilegal e extorsão, o EMC se tornou uma força considerável, utilizando táticas brutais como drones explosivos e carros-bomba.

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A Escalada da Violência e o Desafio às Eleições

Nas últimas semanas, a Colômbia tem sido palco de uma escalada de violência atribuída a Mordisco e seu grupo. Mais de 30 atentados foram registrados no sudoeste do país, incluindo a detonação de uma bomba em uma rodovia que resultou na morte de 21 civis e deixou 56 feridos. Esses ataques, que ocorrem às vésperas das eleições presidenciais de 31 de maio, são vistos como uma demonstração de força e um desafio direto ao governo de Gustavo Petro.

O presidente Petro tem comparado Mordisco a Pablo Escobar, o infame narcotraficante colombiano, e o classificou como um “traqueto”, termo usado para designar narcotraficantes. Petro ordenou o reforço das operações militares contra o EMC, qualificando os atos como “crimes de guerra” e “terrorismo”.

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Um Comandante Implacável

Mordisco juntou-se às Farc na adolescência e é conhecido por sua proficiência com armas e explosivos. Apesar de nunca ter sido um comandante de alto escalão nas Farc originais, sua oposição inicial às negociações de paz lhe conferiu respeito e legitimidade entre os dissidentes. Ele se vê como um herdeiro do projeto ideológico marxista das Farc.

Sua morte já foi anunciada diversas vezes, mas o guerrilheiro sempre reaparece. Em uma rara aparição pública em abril de 2023, Mordisco, usando seus característicos óculos escuros e portando um fuzil israelense, anunciou o início de negociações com o governo Petro. No entanto, em 2024, as negociações foram rompidas, intensificando o conflito.

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Impacto Regional e Internacional

A violência perpetrada pelo EMC não afeta apenas a Colômbia. O narcotráfico e a mineração ilegal financiados pelo grupo têm ramificações em países vizinhos, alimentando redes criminosas transnacionais. A instabilidade na Colômbia também pode ter repercussões na segurança regional e nas relações diplomáticas na América Latina.

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Organizações de direitos humanos e a comunidade internacional têm condenado os ataques e apelado para que todas as partes envolvidas busquem soluções pacíficas. A situação na Colômbia é um lembrete sombrio dos desafios persistentes na consolidação da paz em regiões marcadas por décadas de conflito armado e atividades criminosas.

Fonte: G1

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