Irã: Manifestante pode ser executado em 2 dias; EUA alertam sobre pena de morte

Irã: Manifestante pode ser executado em 2 dias; EUA alertam sobre pena de morte

Um jovem manifestante iraniano, Erfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte e informado de que sua execução seria iminente, segundo sua família e o grupo de direitos humanos Hengaw. A notícia gerou alerta internacional, com os Estados Unidos expressando preocupação e o risco de uma violação do direito internacional. Execução iminente e adiada […]

Resumo

Um jovem manifestante iraniano, Erfan Soltani, de 26 anos, foi condenado à morte e informado de que sua execução seria iminente, segundo sua família e o grupo de direitos humanos Hengaw. A notícia gerou alerta internacional, com os Estados Unidos expressando preocupação e o risco de uma violação do direito internacional.

Execução iminente e adiada

Soltani foi preso na última quinta-feira (8) na cidade de Fardis, a oeste de Teerã. Dias depois, sua família foi notificada de que a execução estava marcada para quarta-feira (14), sem detalhes adicionais. O grupo curdo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, confirmou a informação e declarou ter sérias preocupações com o direito à vida de Soltani. No entanto, relatos posteriores indicam que a execução foi adiada.

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Posição dos EUA e ameaças de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que as mortes decorrentes da repressão iraniana aos protestos estariam diminuindo e que não haveria planos para execuções no momento. Trump havia previamente ameaçado com ação militar caso alguma execução ocorresse, declarando que todos ficariam “muito chateados” e que o Irã “não vai executar ninguém”.

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Processo judicial e falta de transparência

O judiciário iraniano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso de Soltani ou sobre qualquer execução relacionada aos protestos. A irmã de Soltani, que é advogada, tentou intervir no caso, mas foi informada pelas autoridades de que “não havia nada a ser feito”. A organização Hengaw criticou o processo como “extremamente rápido”, ocorrendo em apenas dois dias, e o classificou como uma “clara violação do direito internacional dos direitos humanos”.

Contexto dos protestos e repressão no Irã

Os protestos no Irã, que começaram em resposta ao colapso da moeda e ao aumento do custo de vida, evoluíram para reivindicações por mudanças políticas, tornando-se um dos maiores desafios ao regime clerical desde 1979. A repressão governamental tem sido violenta, com um bloqueio de internet imposto para dificultar a comunicação e a obtenção de informações. Grupos de direitos humanos estimam milhares de mortos e presos desde o início das manifestações.

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Histórico de execuções e tortura

Pelo menos 12 homens foram executados nos últimos três anos após serem condenados à morte em conexão com os protestos “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022, que foram desencadeados pela morte de Mahsa Amini. Relatos de tortura para obtenção de confissões e julgamentos sem garantias legais são frequentes. A última execução desse tipo registrada ocorreu em setembro, com Mehran Bahramian, condenado por “inimizade contra Deus”.

Preocupações com outros manifestantes

A porta-voz da Hengaw, Awyer Shekhi, expressou temor de que existam “muitos” outros casos semelhantes ao de Soltani, devido à escala e velocidade da repressão iraniana. O bloqueio da internet agrava a dificuldade em obter informações sobre a situação de outros iranianos em circunstâncias potencialmente parecidas. O Departamento de Estado dos EUA também manifestou preocupação, afirmando que Erfan Soltani “é o primeiro manifestante a ser condenado à morte, mas não será o último”.

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Fonte: BBC News

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