Hospitais filantrópicos de BH denunciam atrasos de até dois meses em repasses de verbas da prefeitura

Hospitais filantrópicos de BH denunciam atrasos de até dois meses em repasses de verbas da prefeitura

Hospitais filantrópicos que operam 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte estão em alerta. A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) denuncia atrasos de um a dois meses no repasse de verbas federais por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Impacto no atendimento e na operação […]

Resumo

Hospitais filantrópicos que operam 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte estão em alerta. A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) denuncia atrasos de um a dois meses no repasse de verbas federais por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

Impacto no atendimento e na operação hospitalar

Segundo a entidade, a falta de regularidade nos pagamentos prejudica diretamente o atendimento à população, a aquisição de medicamentos essenciais e a compra de materiais cirúrgicos. Kátia Rocha, presidente da Federassantas, ressalta que essas instituições já operam com recursos que não cobrem integralmente os serviços prestados.

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“Essas instituições trabalham com repasses que não cobrem integralmente os serviços. Qualquer recurso que não chega no tempo previsto compromete toda a operação”, afirma Rocha, destacando que os atrasos geram um efeito cascata nas finanças e na capacidade de entrega dos serviços.

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Contestação sobre emendas parlamentares

A PBH informou ter repassado R$ 12.825.140,00 em emendas parlamentares aos seis hospitais da rede na última quarta-feira (24/12). No entanto, a Federassantas questiona a contabilização desse valor.

Kátia Rocha argumenta que emendas parlamentares não podem ser usadas para cobrir atrasos em repasses regulares e programados pelo município, estado e governo federal. “Esses recursos destinados por emendas parlamentares não podem ser contabilizados como valores em atraso, muito menos utilizados para cobri-los”, declarou a presidente da federação.

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Cronograma de repasses federais e municipais

A presidente da Federassantas explica que os recursos do Ministério da Saúde (MS) para procedimentos de média e alta complexidade são automáticos e deveriam ser repassados aos municípios no início de cada mês. Ela alega que a PBH acumula atrasos de um a dois meses nesses repasses programados.

“São parcelas divididas em 12 vezes, previamente programadas. Não há justificativa para esse atraso. Fica o questionamento se esses recursos foram utilizados para outras demandas ou para o pagamento de dívidas antigas”, questiona Kátia Rocha, levantando preocupações sobre a gestão dos fundos.

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Posição da Prefeitura de Belo Horizonte

Em nota, a PBH atribui o atraso de dois meses à responsabilidade do Ministério da Saúde, afirmando que esse fluxo é de conhecimento dos hospitais 100% SUS. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou ainda ter repassado R$ 1.116.115,00 em verbas municipais, estaduais e federais na segunda-feira (29).

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A prefeitura esclarece que o envio de recursos federais ao município ocorre com dois meses de defasagem. Os valores referentes a outubro já foram pagos aos hospitais. O próximo repasse federal, referente à produção de novembro, está previsto para até 10 de janeiro, conforme cronograma do MS.

Hospitais filantrópicos e sua importância na capital

Os seis hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo SUS em Belo Horizonte são a Santa Casa, o Hospital São Francisco, o Hospital Mário Penna, o Hospital Sofia Feldman, o Hospital da Baleia e o Hospital Universitário Ciências Médicas. Juntos, eles são responsáveis por mais de 70% da assistência hospitalar de alta complexidade na capital, incluindo procedimentos de alto custo e longa permanência.

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Diálogo e ação do Ministério Público

A PBH se declara aberta ao diálogo para encontrar soluções conjuntas que fortaleçam o SUS e garantam a sustentabilidade financeira dos prestadores. A Federassantas também se manifesta disposta a dialogar, mas reforça a urgência na regularização dos repasses.

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Diante da situação, a Federação informou que o Ministério Público foi acionado para acompanhar o caso, buscando garantir a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população belo-horizontina.

A reportagem aguarda retorno do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais sobre o assunto.

Fonte: Portal R7

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