Greve na Educação de BH: Professores Mantêm Paralisação Após Fim das Negociações Pela Prefeitura

Greve na Educação de BH: Professores Mantêm Paralisação Após Fim das Negociações Pela Prefeitura

Trabalhadores da educação concursados de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada hoje (22), pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A paralisação, que já afeta as atividades em diversas escolas da capital, é uma resposta direta à postura da Secretaria Municipal de Educação (SMED). A categoria acusa a pasta de encerrar as negociações de forma […]

Resumo

Trabalhadores da educação concursados de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada hoje (22), pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A paralisação, que já afeta as atividades em diversas escolas da capital, é uma resposta direta à postura da Secretaria Municipal de Educação (SMED).

A categoria acusa a pasta de encerrar as negociações de forma unilateral, fechando os canais de diálogo. Professores e servidores reivindicam a atenção a pautas consideradas fundamentais para a melhoria da educação pública em BH.

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Críticas à Gestão Municipal

Em nota, os educadores repudiam a tentativa da SMED de deslegitimar o movimento grevista. Alegam que a secretaria tem divulgado informações distorcidas à imprensa sobre os reais motivos da paralisação.

Após a assembleia, os trabalhadores realizaram um ato em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na Avenida Afonso Pena, região Centro-Sul, para expor à população as razões da greve.

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Principais Pontos da Reivindicação

A greve se sustenta em torno de questões cruciais, como a alegada “farsa do índice” de reajuste salarial. Segundo os educadores, a proposta real da Prefeitura para este ano seria de apenas 4,11%, e não os 6,51% divulgados. Os 2,4% pagos em janeiro seriam referentes a uma conquista da greve de 2025, quitados com atraso para cobrir perdas históricas.

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Outra preocupação central é a precarização na Educação Infantil. Os trabalhadores afirmam que as mudanças no modelo de turno integral são reais, com a substituição do turno único por sistema de turno e contraturno. Temem que isso abra caminho para a substituição de professores por monitores, replicando uma lógica que, segundo eles, já afeta o Ensino Fundamental.

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A falta de professores e a opacidade nos dados de vagas também são pontos de tensão. Até abril, algumas escolas apresentavam um déficit de até nove professores em um único turno. A Prefeitura teria nomeado apenas 400 profissionais sob a ameaça da greve.

A categoria exige a publicação imediata do quadro oficial de vagas das escolas, informação que, segundo os grevistas, a gestão municipal se recusa a tornar pública.

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Legitimidade e Próximos Passos

Os trabalhadores em educação reafirmam sua representação legal por meio do Sind-REDE/BH. Lamentam que a cobrança por melhorias no Atendimento Educacional Especializado (AEE) seja tratada pela pasta como mera “disputa sindical”.

A responsabilidade pela suspensão das aulas é atribuída exclusivamente à PBH, que, na visão dos grevistas, “escolheu dar as costas aos trabalhadores e à educação pública da capital”.

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A agenda de mobilização inclui a participação dos trabalhadores na etapa municipal da Conferência Estadual de Educação nos dias 23 e 24 de maio, além de atividades regionais em diversas áreas de Belo Horizonte. Um ato na porta da PBH está marcado para o dia 25 de maio, com o lema “Se a secretária não negocia, negocia, Damião”, em referência ao prefeito.

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Uma nova assembleia está agendada para o dia 26 de maio, às 14h, na Praça Afonso Arinos, para avaliar os rumos do movimento e definir os próximos passos da greve.

Fonte: G1

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