Governo Lula adia análise de 'marajás' criados na Câmara e aposta em veto de Randolfe

Governo Lula adia análise de ‘marajás’ criados na Câmara e aposta em veto de Randolfe

O governo federal optou por adiar a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado. A responsabilidade pela avaliação ficou a cargo do Ministério da Gestão e Inovação, liderado por Esther Dweck. A estratégia do Executivo é diluir a pressão política e descolar a imagem do […]

Resumo

O governo federal optou por adiar a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado. A responsabilidade pela avaliação ficou a cargo do Ministério da Gestão e Inovação, liderado por Esther Dweck.

A estratégia do Executivo é diluir a pressão política e descolar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da aprovação da medida, considerada por críticos como um privilégio indecoroso.

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Nesse contexto, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) foi escalado para sinalizar um possível veto ao projeto, buscando negar qualquer acordo prévio em torno da matéria. Contudo, relatos indicam que a votação foi previamente definida em reunião de líderes da Câmara, que optou por uma tramitação célere, em regime de urgência.

Benefícios e Controvérsias

Embora o número de beneficiados tenha sido estimado entre 70 e 80 servidores, a própria pasta de Esther Dweck foi contemplada com a criação de 1.500 cargos. Uma análise do Partido Novo, que votou contra a proposta, aponta que os supersalários no Brasil são 21 vezes maiores que os da Argentina.

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A medida gerou forte reação da oposição, que já acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar as exonerações no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A crise no IBGE envolve a gestão de Márcio Pochmann, questionado por parlamentares que temem contaminação ideológica e questionam a qualidade das estatísticas produzidas após a saída de servidores.

O deputado Sanderson (PL-RS) alertou o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, sobre as demissões que antecederam a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB).

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) solicitou à Controladoria-Geral da União (CGU) ações de controle interno no IBGE e denunciou possível viés político em publicações institucionais.

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A ministra Simone Tebet (Planejamento) também foi cobrada a se manifestar sobre a crise no instituto.

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Outras Demandas no Congresso

O Senado promoverá uma audiência pública para discutir pesquisas sobre polilaminina, com a participação da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, cujos estudos têm auxiliado na recuperação de movimentos de pessoas com paraplegia e tetraplegia.

Em outra frente, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) acusa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de tentar abafar investigações contra o Banco Master, citando o cancelamento de reuniões e sessões remotas.

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O parlamentar também pediu o afastamento de Dias Toffoli (STF) do processo do Caso Master e a quebra do sigilo bancário dos irmãos do ministro, envolvidos com o resort Tayayá.

O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) questiona Alexandre de Moraes sobre a inclusão de um deputado petista no inquérito das fake news, após a divulgação de uma montagem com inteligência artificial envolvendo Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto e o próprio Moraes.

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O líder da Minoria, Hugo Motta, indicou que pautas prioritárias do governo, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança, podem ser adiadas para após o Carnaval.

A CPMI do INSS ainda analisará quase mil requerimentos, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Lula, em investigações relacionadas a operações financeiras entre 2022 e 2026.

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