Governo de MG defende licitação de hospital da PPP após suspensão judicial por suspeita de irregularidade

Governo de MG defende licitação de hospital da PPP após suspensão judicial por suspeita de irregularidade

Defesa contra liminar O Governo de Minas Gerais apresentou defesa ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para reverter a liminar que suspendeu o resultado da licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e operação do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), na região do Gameleira, em Belo Horizonte. A decisão judicial […]

Resumo

Defesa contra liminar

O Governo de Minas Gerais apresentou defesa ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para reverter a liminar que suspendeu o resultado da licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para a construção e operação do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), na região do Gameleira, em Belo Horizonte. A decisão judicial atendeu a questionamentos sobre supostas irregularidades no edital, que poderiam beneficiar o consórcio vencedor.

Suspeita de irregularidade no edital

A principal alegação para a suspensão é a exigência de comprovação de experiência prévia na construção de unidades de saúde com, no mínimo, 40 mil m². O desembargador Fá bio Torres de Sousa apontou que o complexo apresentado pelo consórcio vencedor, o Consórcio Saúde HoPE, teria cerca de 27 mil m² destinados à área de saúde, com o restante classificado como residencial ou comercial. Essa diferença levantou dúvidas sobre o cumprimento dos requisitos do edital.

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Governo defende processo

O Secretário de Estado de Saúde, Fá bio Baccheretti, assegurou que a área técnica do governo analisou detalhadamente as propostas e considera que a área construída apresentada é equivalente às exigências. Ele afirmou que o governo respeita a decisão judicial e cumprirá o que for determinado, mas ressaltou a confiança na comissão julgadora. “A nossa defesa é a defesa da nossa comissão (julgadora da seleção). A comissão considera que a área construída apresentada é equivalente e viável (às exigências do edital)”, declarou Baccheretti em coletiva de imprensa. Ele também mencionou que questionamentos por parte da segunda colocada na licitação eram esperados e que a Advocacia-Geral do Estado está estruturando a defesa para que a liminar seja desconsiderada.

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Impacto no cronograma e no projeto

A paralisação do processo pode gerar atrasos no início das obras, previstas para 2026, com o objetivo de que o novo hospital do SUS inicie suas operações em 2029. O complexo, que prevê um investimento de R$ 2,4 bilhões, reunirá em um único espaço quatro hospitais da rede Fhemig na capital: Maternidade Odete Valadares, Infantil João Paulo II, Eduardo de Menezes e Alberto Cavalcanti. A unidade também abrigará o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen/MG). O modelo de PPP prevê que a empresa vencedora seja responsável pela construção, equipamentos e gestão de serviços não assistenciais, enquanto o Estado manterá o controle do atendimento de saúde do SUS. O projeto conta com recursos do Acordo de Reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

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