A possibilidade de adiar a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), ganha força nos bastidores do Congresso Nacional.
Um senador governista, que pediu para não ser identificado, avalia que o cenário atual no Senado não oferece garantias suficientes para a aprovação do nome de Messias.
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A leitura é que uma derrota na votação representaria um desgaste político significativo para o governo Lula neste momento, algo que o Planalto prefere evitar.
Cálculo político eleitoral
A indefinição no Senado cria um ambiente de risco, segundo a avaliação do parlamentar. A derrota na sabatina, considerada uma etapa decisiva, poderia fragilizar a relação entre Executivo e Legislativo.
O adiamento da sabatina é visto como uma estratégia que atende tanto aos interesses do Executivo quanto da presidência do Senado, atualmente sob o comando de Davi Alcolumbre.
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“Não interessa nem ao Davi e nem ao Lula saírem derrotados. Hoje, a aprovação do Messias corre perigo”, afirmou o senador em conversa reservada.
A perspectiva é que o calendário eleitoral, com a proximidade das eleições presidenciais, influencia diretamente o cálculo político.
Um cenário pós-eleição, com a eventual reeleição de Lula, poderia facilitar a tramitação da indicação, segundo o interlocutor.
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“No fim do ano, com o Lula reeleito pode ser mais fácil”, disse.
Resistência no Senado e maioria absoluta
O nome de Jorge Messias tem sido apostado pelo governo para uma vaga no STF há meses. No entanto, a resistência de parte dos senadores tem imposto cautela à estratégia política.
A aprovação de ministros para o Supremo Tribunal Federal exige maioria absoluta do Senado, o que intensifica a necessidade de articulações prévias e negociações sensíveis.
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A formação de maioria em um ambiente marcado por disputas internas e negociações complexas é a principal preocupação do governo.
Papel de Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre, como presidente do Senado, tem um papel central nesse processo, pois cabe a ele definir o ritmo da tramitação das indicações.
Nos bastidores, a avaliação é que o adiamento da sabatina preservaria o governo de uma derrota pública.
A medida também manteria aberta a possibilidade de uma aprovação futura em um cenário político mais favorável, especialmente após o período eleitoral.
Fonte: Globo