Governador em exercício do RJ exonera mais de 500 comissionados em revisão administrativa

Governador em exercício do RJ exonera mais de 500 comissionados em revisão administrativa

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e governador em exercício, Ricardo Couto, intensificou a revisão administrativa no estado com a exoneração de mais de 500 cargos comissionados. A medida, que visa à racionalização de despesas públicas e adequação orçamentária, foi publicada em decretos no Diário Oficial. As ações incluem a suspensão por […]

Resumo

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e governador em exercício, Ricardo Couto, intensificou a revisão administrativa no estado com a exoneração de mais de 500 cargos comissionados. A medida, que visa à racionalização de despesas públicas e adequação orçamentária, foi publicada em decretos no Diário Oficial.

As ações incluem a suspensão por 30 dias de novas contratações e licitações em curso no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), além das secretarias estaduais de Infraestrutura e Obras Públicas e das Cidades. A secretaria destas últimas, antes chefiada por Douglas Ruas (PL) – eleito recentemente presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) –, foi alvo de um dos decretos.

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Cortes na Casa Civil e em órgãos estratégicos

Em um movimento significativo, Couto determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil: a Adjunta de Projetos Especiais, a de Gastronomia e a de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Essa reorganização resultou na demissão de seus titulares e de outros 380 funcionários vinculados a essas pastas.

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As exonerações se somam às já anunciadas na Secretaria de Governo, elevando o total de comissionados dispensados para aproximadamente 500. A varredura administrativa atinge também empresas estatais, como a Cedae, onde após a troca na presidência, a saída de um diretor administrativo e financeiro foi confirmada.

O Fundo Único de Previdência Social do Estado (Rioprevidência) também teve seu comando alterado, com a nomeação de Felipe Derbli de Carvalho Baptista para a presidência, substituindo Nicholas Cardoso.

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Justificativas e exceções

A justificativa oficial para a suspensão de contratos e licitações é a busca pela “racionalização das despesas públicas” e a adaptação à realidade financeira do estado. A medida faz parte de um esforço mais amplo para revisar a estrutura administrativa do Executivo.

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No entanto, o decreto prevê exceções. Contratos com vencimento nos próximos 60 dias e situações de emergência podem ser liberados, mas mediante autorização específica da Secretaria da Casa Civil e aprovação final de Ricardo Couto.

Controvérsias e reuniões de bastidores

A decisão de Couto ocorre após O GLOBO reportar a publicação de nove contratações emergenciais pelo DER-RJ, totalizando cerca de R$ 418,5 milhões. As contratações, que incluíam obras em encostas e pavimentação, foram consideradas emergenciais pelo órgão, dispensando licitação.

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Nos bastidores, o governador em exercício se reuniu com o ex-governador Cláudio Castro. Segundo relatos, o encontro, que não estava na agenda oficial, foi marcado por tensão. Castro teria manifestado insatisfação com a forma como os cortes estão sendo conduzidos, temendo que a narrativa atual gere uma imagem negativa de sua gestão e sugira descontrole financeiro, o que ele nega.

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Antes disso, Couto despachou no Palácio Guanabara com os secretários da Casa Civil e de Governo, discutindo a reorganização administrativa, cortes de gastos e eficiência da máquina pública. Paralelamente, ele recebeu deputados da base aliada para tratar da eleição da presidência da Alerj.

Fonte: O Globo

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