O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), causou polêmica ao expressar ter “inveja branca” do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A afirmação ocorreu na última terça-feira (21.abr.2026), durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto.
Simões elogiou a iniciativa de Tarcísio em nomear a primeira mulher para o cargo de comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo. No entanto, a expressão “inveja branca” é considerada por muitos como racista e inadequada, gerando reações negativas.
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Contexto da Cerimônia
A declaração foi feita no momento em que Tarcísio de Freitas recebia o Grande Colar da Inconfidência, a mais alta honraria concedida pelo Governo de Minas Gerais, destinada a chefes de Estado, de Governo e dos demais Poderes da União.
Em sua fala, Mateus Simões disse: “Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a 1ª comandante da Polícia Militar mulher, mas disse a ele: ‘o senhor não ganhou a corrida, porque em Minas já temos uma comandante militar que comanda os nossos bombeiros com muito orgulho, coronel Jordana'”.
A Comandante Mineira Citada
A coronel Jordana Filgueiras Daldegan, mencionada por Simões, foi nomeada comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais no ano anterior. Mateus Simões, que era vice-governador na chapa de Romeu Zema (Novo), assumiu o governo mineiro em 22 de março e tem planos de concorrer à reeleição.
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Outras Personalidades Presentes
A cerimônia contou com a presença de outras figuras políticas relevantes, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Marinho foi agraciado com a Grande Medalha, a segunda maior honraria oferecida pelo estado.
Repercussão e Posicionamento
O portal Poder360 buscou contato com a assessoria de Mateus Simões para obter um posicionamento sobre a declaração e a polêmica gerada pela expressão “inveja branca”. Até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta.
A escolha da expressão levanta questionamentos sobre o vocabulário utilizado por autoridades públicas e o impacto de tais falas na sociedade, especialmente em um contexto onde a discussão sobre racismo e preconceito é cada vez mais presente.
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Fonte: Poder360