Gilmar Mendes ironiza Moro em cerimônia do STF e levanta polêmica sobre Lava Jato

Gilmar Mendes ironiza Moro em cerimônia do STF e levanta polêmica sobre Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizou um momento de tensão e ironia durante a cerimônia de celebração dos 135 anos da Corte, nesta quinta-feira (26.fev.2026). Em sua fala, Mendes criticou a operação Lava Jato e a cobertura midiática que, segundo ele, exaltou a operação sem um devido reconhecimento de eventuais abusos. […]

Resumo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizou um momento de tensão e ironia durante a cerimônia de celebração dos 135 anos da Corte, nesta quinta-feira (26.fev.2026). Em sua fala, Mendes criticou a operação Lava Jato e a cobertura midiática que, segundo ele, exaltou a operação sem um devido reconhecimento de eventuais abusos.

O decano do STF direcionou suas críticas à imprensa, afirmando que muitos jornalistas atuaram como “ghostwriters” para Sergio Moro e seus correligionários na época da Lava Jato. A declaração foi acompanhada de uma alfinetada direta na capacidade de escrita do ex-juiz e atual senador.

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“Precisava de ghostwriters porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra ‘tigela’”, declarou Gilmar Mendes, em uma clara referência a possíveis dificuldades de Moro com a norma culta da língua portuguesa. A fala gerou burburinho entre os presentes na cerimônia.

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Críticas à cobertura da Lava Jato e ausência de ‘mea-culpa’

Gilmar Mendes expressou perplexidade com veículos de comunicação que, em sua visão, promoveram a Lava Jato sem ressalvas. Ele lamentou a falta de um “mea-culpa” por parte da imprensa diante de excessos e decisões posteriores reconhecidas como equivocadas pela própria Justiça.

O ministro também comentou sobre o que considera um foco excessivo da mídia no Supremo Tribunal Federal. Segundo Mendes, um observador externo poderia concluir, ao acompanhar o noticiário, que “todos os problemas do país se restringem ao Supremo”. Ele ressaltou que a Corte é frequentemente apresentada como “a única instituição brasileira a merecer aprimoramentos”.

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Moro réu no STF por calúnia contra Gilmar Mendes

A declaração de Gilmar Mendes ganha contornos ainda mais relevantes em virtude de um processo em andamento no próprio STF. Sergio Moro é réu em uma ação penal onde é acusado de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

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A Primeira Turma do STF formou maioria em outubro de 2025 para rejeitar um recurso do senador, mantendo-o no banco dos réus. A denúncia, oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi aceita por unanimidade pelos ministros da Turma em junho de 2024.

A PGR sustenta que Moro cometeu crime de calúnia ao atribuir a Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva. O episódio que fundamenta a denúncia teria ocorrido em uma festa junina em 2022, quando o então juiz da Lava Jato foi gravado sugerindo que um habeas corpus poderia ser “comprado” do ministro.

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Fonte: G1

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