Em um debate acalorado durante o CEO Conference 2026, promovido pelo BTG Pactual, gestores de fundos de investimento de grande porte expressaram críticas contundentes ao cenário político brasileiro, com ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O painel “Outlook de Grandes Gestores”, que reuniu André Jakurski (JGP), Luís Stuhlberger (Verde Asset) e Rogério Xavier (SPX Capital), com moderação de André Esteves, um dos pilares do BTG, abordou os rumos da economia global e nacional, mas o foco recaiu sobre as questões institucionais e eleitorais do Brasil.
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A polêmica declaração sobre a candidatura de Lula partiu de Rogério Xavier, que questionou a permissão para um homem de 81 anos disputar as eleições. “Um absurdo que ninguém discutiu: como deixam um homem com 81 anos concorrer às eleições? Absurdo!”, declarou Xavier, recebendo aplausos do público presente, composto por investidores, empresários e executivos do mercado financeiro.
Luís Stuhlberger, por sua vez, aprofundou as críticas ao ambiente institucional brasileiro, direcionando seus comentários ao STF. “Estamos com deterioração das instituições. Os empresários têm medo de se manifestar, dado que podem ser punidos pelo STF. Se a direita ganhar, isso tudo será corrigido”, afirmou, também sob o coro de aprovação da plateia.
As declarações dos gestores contrastam com a análise de André Esteves sobre o desempenho recente dos mercados, que atribuiu majoritariamente a fatores externos, como a realocação de portfólios globais e a influência das políticas econômicas dos Estados Unidos. “Nada do que aconteceu recentemente nos mercados tem muito a ver com o Brasil; é mais um movimento global de realocação de portfólios”, pontuou.
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Apesar das críticas internas, o cenário macroeconômico brasileiro foi descrito por Esteves como estável, com desemprego baixo, inflação em desaceleração e reservas internacionais robustas. Contudo, ele ressaltou que a sustentabilidade da dívida pública permanece como o principal desafio para a economia do país.
O debate também explorou as tensões geopolíticas globais, com menção a riscos na Ásia, especialmente entre China e Taiwan, e fragilidades estruturais na Europa, como o alto custo de energia e a perda de competitividade industrial. Nos Estados Unidos, as incertezas fiscais e institucionais de médio e longo prazo foram destacadas.
Apesar do clima de incerteza global, Rogério Xavier apresentou uma visão mais otimista para o mercado de risco, citando o crescimento nos Estados Unidos, a queda da inflação e a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve como fatores favoráveis.
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Fonte: BTG Pactual