Após um período de agenda restrita em decorrência da crise gerada pelo caso “Dark Horse”, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a circular por compromissos políticos fora de Brasília. A retomada de suas viagens, contudo, tem sido marcada por uma abordagem gradual e cuidadosa.
A estratégia de Flávio Bolsonaro é evitar uma ofensiva nacional acelerada antes que os principais palanques estaduais, que deverão dar sustentação à sua candidatura presidencial em outubro, estejam devidamente definidos.
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A avaliação interna no grupo político que assessora o senador é que o momento exige prudência para prevenir desgastes desnecessários e para não se envolver em disputas políticas locais que possam prejudicar a imagem da pré-campanha.
Interlocutores próximos ao senador indicam que a orientação é concentrar as agendas em estados onde o cenário político já se encontra mais organizado ou em compromissos considerados estratégicos para a consolidação de sua candidatura.
Essa movimentação ganhou força após a repercussão negativa em torno do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master.
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Após a polêmica, o senador optou por reduzir sua exposição pública por algumas semanas, enquanto a equipe de campanha reestruturava sua estratégia política e de comunicação.
A volta aos compromissos externos iniciou-se com uma viagem aos Estados Unidos na semana passada. Durante sua estadia no país, Flávio Bolsonaro participou de encontros políticos e reuniu-se com o ex-presidente Donald Trump.
Este encontro foi tratado pela campanha como uma forma de recolocar o senador no debate nacional, após semanas dedicadas à gestão da crise.
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O evento nos EUA rendeu dividendos no campo conservador, especialmente após o anúncio de que os Estados Unidos passariam a considerar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
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