Flávio Bolsonaro exalta decisão dos EUA sobre PCC e CV e ataca Lula

Flávio Bolsonaro exalta decisão dos EUA sobre PCC e CV e ataca Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, atribuindo a medida a uma articulação sua durante recente viagem a Washington. A decisão, anunciada pelo Departamento de Estado americano, ocorreu dois dias após um encontro do parlamentar com o […]

Resumo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos, atribuindo a medida a uma articulação sua durante recente viagem a Washington. A decisão, anunciada pelo Departamento de Estado americano, ocorreu dois dias após um encontro do parlamentar com o ex-presidente Donald Trump e um dia após uma reunião com o Secretário de Estado, Marco Rubio.

Em declarações divulgadas nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro comparou sua atuação à do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que sua viagem de pré-campanha presidencial aos EUA foi mais produtiva no combate ao crime organizado do que os anos de gestão petista.

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Ataque a Lula e defesa da ação

“Em uma viagem como presidenciável, fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus 17 anos de mandato”, declarou o senador em vídeo. Ele acusou Lula de ter ido aos EUA “de joelhos” para fazer lobby em favor das facções, enquanto ele atuou para que fossem classificadas como terroristas.

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Flávio agradeceu diretamente a Trump e Rubio pela medida, que ele prometeu ser uma das prioridades de sua futura campanha presidencial. “Um governo que não tem controle sobre seu próprio território é porque é conivente com o crime organizado. Agradeço a Trump e Rubio por atenderem rapidamente o meu pedido. Agora é com a gente, aqui no Brasil. E a partir de 2027 vamos libertar você”, disse.

Aliados veem articulação como ‘vitória política’

Nos bastidores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, a decisão americana foi vista como um marco político da viagem aos EUA, evidenciando o alinhamento entre o bolsonarismo e o trumpismo. A medida é considerada um reforço para o discurso de segurança pública da campanha e uma retomada de iniciativa política após crises recentes.

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A avaliação dentro do PL é que o episódio fortalece a imagem de Flávio como o nome do bolsonarismo com maior capacidade de interlocução internacional, especialmente com o círculo político de Trump. A ação também é vista como uma resposta a discussões internas na direita sobre potenciais alternativas presidenciais ao senador.

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Decisão dos EUA e justificativas

O Departamento de Estado dos EUA informou que o Comando Vermelho e o PCC foram designados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e que há intenção de enquadrá-los também como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir de junho de 2026.

Em nota, o órgão afirmou que “o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até o nosso país”.

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O comunicado acrescentou que o governo Trump “continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos”.

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Pedido explícito de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro declarou ter pedido pessoalmente ao então presidente Donald Trump a classificação das facções como terroristas. “Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficante, eu vim fazer exatamente o oposto: pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou na ocasião.

Interlocutores ligados ao senador relataram que a pauta foi prioridade na agenda em Washington, com articulações prévias realizadas por Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo junto a republicanos e ao Departamento de Estado americano.

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O senador também argumentou que as facções brasileiras “corrompem agentes públicos, intimidam testemunhas e coordenam atentados”, e que “quem faz isso não é gangue. É organização terrorista”. Aliados avaliam que a decisão americana amplia o espaço da pauta de segurança pública na campanha de Flávio, reforçando sua associação ao discurso de endurecimento contra o crime organizado.

Fonte: g1.globo.com

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