Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente venezuelano detido, declarou-se “bem” e “tranquilo” após a captura de seu pai por forças americanas. Em um áudio divulgado nas redes sociais neste domingo (4), o deputado governista, apelidado de “Nicolasito”, reiterou o chamado à mobilização popular na Venezuela e desafiou a narrativa de fragilidade imposta pelo governo dos Estados Unidos.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para os EUA, onde enfrentam acusações federais em Nova York, incluindo terrorismo e narcotráfico. “Nicolasito” também figura entre os acusados na corte americana, o que adiciona uma camada de complexidade à situação familiar e política.
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Firmeza diante da Adversidade
“Estamos bem, estamos tranquilos. Vocês vão nos ver nas ruas, vão nos ver ao lado deste povo, vão nos ver levantando as bandeiras da dignidade”, afirmou Maduro Guerra no áudio, cuja autenticidade foi confirmada por sua equipe à AFP.
Ele prosseguiu com um tom desafiador: “Eles querem nos ver fracos, não vão nos ver fracos”. A declaração é um claro sinal de resistência e uma tentativa de galvanizar o apoio ao regime chavista em um momento de extrema vulnerabilidade.
Promessas de Resiliência e Acusações de Traição
“Eles não vão conseguir”, jurou “Nicolasito”, reafirmando seu compromisso e o de sua família. “Eu juro pela minha vida, eu juro pelo meu pai, eu juro pela Cilia, que dessa dificuldade nós vamos sair”. A firmeza expressa contrasta com a incerteza política que paira sobre o futuro da Venezuela.
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O filho do presidente também aludiu a possíveis traições internas, em meio a relatos sobre um suposto espião dentro do círculo íntimo de Maduro. “A história dirá quem foram os traidores, a história vai revelar”, declarou, indicando possíveis divisões ou desconfianças dentro do governo.
Mobilização Chavista e Sucessão Interina
A detenção de Nicolás Maduro desencadeou uma rápida mobilização da militância chavista no sábado, logo após a notícia se espalhar. O partido e seus apoiadores buscam demonstrar força e unidade frente à crise.
Enquanto isso, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o poder, conforme determinação da Suprema Corte e com o respaldo das Forças Armadas. Essa transição busca manter a estabilidade institucional, embora a legitimidade do governo seja contestada internacionalmente.
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