O ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado, anunciou nesta quarta-feira (21) sua desfiliação do Partido Liberal (PL). A decisão ocorre em meio a uma disputa interna pela candidatura ao Senado por Pernambuco, onde Machado defendia sua postulação, mas encontrou resistência na direção estadual da legenda.
Em carta divulgada nas redes sociais, Machado declarou que, apesar de continuar sendo o nome defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a vaga no Senado, não obteve o aval da cúpula do PL em Pernambuco. A saída abre caminho para que o presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, seja confirmado como o candidato.
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Machado afirmou que sua decisão foi comunicada ao senador Flávio Bolsonaro e a Renato Bolsonaro, filho e irmão do ex-presidente, respectivamente. Ele alegou restrições de deslocamento que o impediram de se comunicar pessoalmente com Jair Bolsonaro.
Passado sob investigação
Gilson Machado foi detido pela Polícia Federal em junho do ano passado, no Recife. As investigações apontavam que ele teria tentado obter um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com o objetivo de facilitar a saída do país. Na ocasião, Machado negou as acusações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-ministro no mesmo dia de sua prisão. Moraes considerou que as diligências realizadas pela PF tornaram a prisão preventiva desnecessária, substituindo-a por medidas cautelares alternativas, como o cancelamento de passaporte e a proibição de deixar o país e de se comunicar com outros investigados.
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Fidelidade ao bolsonarismo
Apesar da mudança partidária, Gilson Machado assegurou que permanecerá alinhado ao bolsonarismo. “Troco de partido, mas não de lado”, declarou, reafirmando sua lealdade a Jair Bolsonaro e a Flávio Bolsonaro. Ele é um aliado próximo do ex-presidente desde 2018.
Sua trajetória política inclui passagens pela Secretaria do Ministério do Meio Ambiente e pela presidência da Embratur. Machado ganhou notoriedade durante a pandemia de Covid-19 por aparecer tocando sanfona em lives de Bolsonaro, demonstrando sua habilidade musical, inclusive tendo dado aulas do instrumento ao ex-presidente.
Fonte: Estadão
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