O governo dos Estados Unidos não tem motivos para contestar a avaliação de aliados europeus que responsabiliza a Rússia pela morte do opositor Alexei Navalny. A declaração foi feita pelo Secretário de Estado americano, Marco Rubio, neste domingo (15).
Rubio classificou o relatório como “preocupante” durante uma coletiva de imprensa em Bratislava, capital da Eslováquia, após uma visita oficial à região. A agenda incluiu passagens por Budapeste.
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Aliados europeus apontam substância específica
Em um comunicado conjunto divulgado no sábado, Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos afirmaram que análises de amostras do corpo de Navalny confirmaram “de forma conclusiva” a presença de epibatidina.
A substância é uma toxina associada a sapos venenosos da América do Sul e, segundo o relatório, não ocorre naturalmente em território russo. A descoberta reforça as suspeitas levantadas desde a morte do dissidente.
Rússia nega envolvimento e critica acusações
O governo russo, por sua vez, nega repetidamente qualquer envolvimento na morte de Navalny. As acusações foram classificadas como “uma farsa de propaganda ocidental”, de acordo com a agência estatal TASS.
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A Rússia tem um histórico de negação em casos semelhantes, o que frequentemente gera atritos com países ocidentais e blocos internacionais.
Posicionamento dos EUA e independência da investigação
Questionado sobre o motivo de os Estados Unidos não terem assinado a declaração conjunta europeia, Rubio explicou que a iniciativa partiu exclusivamente dos países europeus.
“Não estamos contestando nem entrando em conflito com esses países. Foi o relatório deles”, afirmou o Secretário de Estado, ressaltando a independência da investigação conduzida pelos aliados.
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Contexto da morte de Navalny
Alexei Navalny morreu em fevereiro de 2024 em uma colônia penal no Ártico. Ele cumpria pena após ser condenado por extremismo e outras acusações, que sempre rejeitou como politicamente motivadas.
Sua morte gerou forte repercussão internacional e intensificou as críticas ao regime russo, especialmente no que diz respeito ao tratamento dado a opositores políticos.
Fonte: g1.globo.com
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