EUA acusam regime de Maduro de "natureza vil" após morte de ex-governador venezuelano sob custódia

EUA acusam regime de Maduro de “natureza vil” após morte de ex-governador venezuelano sob custódia

A morte do ex-governador venezuelano Alfredo Díaz, detido arbitrariamente em El Helicoide, um conhecido centro de tortura do país, provocou uma forte reação dos Estados Unidos, que classificaram o ocorrido como resultado direto da “natureza vil” do regime de Nicolás Maduro. O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA emitiu […]

Resumo

A morte do ex-governador venezuelano Alfredo Díaz, detido arbitrariamente em El Helicoide, um conhecido centro de tortura do país, provocou uma forte reação dos Estados Unidos, que classificaram o ocorrido como resultado direto da “natureza vil” do regime de Nicolás Maduro.

O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA emitiu um comunicado acusando o governo venezuelano de “violações sistemáticas de direitos humanos” e de impor “condições extremas” a presos políticos.

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O regime de Maduro alega que Alfredo Díaz, que governou o estado de Nueva Esparta entre 2017 e 2021, morreu de um infarto. No entanto, ativistas e opositores descartam essa versão.

Contexto de Tensão entre EUA e Venezuela

A morte de Díaz ocorre em um momento de escalada de tensão entre Caracas e Washington. Recentemente, os EUA deslocaram meios militares para o Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico, uma ação que o governo venezuelano considera uma “ameaça” com o objetivo de promover uma mudança de regime.

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Alfredo Díaz estava preso há cerca de um ano, em isolamento, e, segundo relatos, só recebeu uma visita da filha nesse período. Ele respondia a acusações de terrorismo e incitação ao ódio, acusações frequentemente usadas contra opositores do governo Maduro.

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Histórico de Repressão e Mortes na Venezuela

A prisão de opositores e a repressão política se intensificaram após as eleições de 2024, que foram amplamente contestadas e resultaram em protestos que deixaram dezenas de mortos e milhares de prisões. Embora grande parte dos detidos tenha sido liberada, o caso de Díaz se soma a um histórico sombrio.

Desde 2014, a ONG Foro Penal registra pelo menos 17 mortes de presos políticos sob custódia do regime. A morte de Díaz, aos 55 anos, eleva para seis o número de opositores que faleceram na prisão somente desde novembro de 2024, todos ligados à crise pós-eleitoral.

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Oposição Denuncia Padrão de Abuso

Líderes da oposição venezuelana, como María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, classificaram a morte de Díaz como mais uma evidência de um “padrão contínuo de repressão estatal”.

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Eles responsabilizam diretamente o governo chavista pela integridade dos detidos e destacam que El Helicoide é reconhecido internacionalmente como um local de tortura. As mortes recentes de opositores sob custódia são atribuídas à “negação de atendimento médico, condições desumanas, isolamento e torturas”.

Segundo a oposição, o sistema penitenciário venezuelano é utilizado como ferramenta para “perseguir, castigar e quebrar aqueles que pensam diferente”, o que incluiria restrições à defesa legal e a imposição de defensores públicos.

Fonte: O Antagonista

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